A farra do fundo partidário e como votou cada partido político

Vamos esclarecer pontos importantes sobre a votação do fundo partidário que está causando confusão na população.

Pela tabela abaixo, você poderá perceber que partidos como o PSL e o NOVO votaram "SIM", enquanto o PT votou "NÃO", a confusão é essa:

Quem votou SIM votava por um texto mais enxuto, sem as regalias que foram aprovadas.

Já quem votou NÃO queria o texto completo, com direito a pagar advogados de candidatos com dinheiro dos impostos.

Todos os 45 deputados do PT e 6 do PCdoB, que votaram, escolheram o NÃO (o que APROVA o texto cheio de regalias).

Todos os 43 deputados do PSL, os 8 do NOVO e (surpresa!!!) 10 do PSOL votaram SIM (para o texto com menos regalias).

O DEM e o PDT se dividiram, 2 votos do DEM e 6 do PDT foram pelo texto mais light, já 19 democratas e 13 brizolistas votaram pela farra com o dinheiro público.

Kim Kataguiri e David Soares foram os dois únicos votos que contrariaram o colega de partido e presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Além de permitir que o dinheiro público seja usado para pagar advogados, há ainda:

- A recriação da propaganda eleitoral (que volta a irrigar as emissoras com dinheiro público).
- A simplificação de comprovações de gastos.

E um parágrafo em especial que para mim, estrategista, penso ser o mais importante e colocará muitos partidos de direita em confronto com seus eleitores:

- Os partidos podem abrir mão espontaneamente do uso desse fundo eleitoral, porém, o valor correspondente será dividido entre os que usarem.

Ou seja, se um partido não quiser usar o dinheiro ele estará contribuindo com o financiamento de campanhas dos concorrentes. Como sair deste paradoxo?

Usa para ficar competitivo e acaba desagradando alguns eleitores que não admitem que seus candidatos usem o fundo, ou, não usa e acaba contribuindo para eleger os oponentes?

Qual a sua opinião sobre isso?

Ps: O presidente pode vetar alguns parágrafos, assim como fez com a lei do abuso de autoridade, mas o congresso pode derrubar o veto e aplicar a lei - assim como aconteceu com o projeto das Fake News.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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