Os segredos do diretor jurídico da Odebrecht são estrategicamente afastados de Curitiba

Em seu lamentável período como Procuradora-Geral da República, as lembranças deixadas por Raquel Dodge contrastam frontalmente com sua aparente ‘doçura’.

O apagar das luzes foi dramático. Tanto é verdade que apenas uma autoridade da República conseguiu render elogios ao mandato de Dodge.

Sim, somente ele: Gilmar Mendes.

Para o ministro, em suas ‘pitadas de psicopatia’ - como asseverou recentemente Luis Roberto Barroso - “Raquel Dodge restaurou a dignidade do MP”.

O elogio isolado possivelmente tem a ver com o desfecho da recente prisão de Maurício Ferro, diretor jurídico da Odebrecht.

Segundo relato da Revista Crusoé, “o gabinete de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República ficou inquieto no dia da deflagração da operação que prendeu Maurício Ferro, o ex-todo-poderoso diretor jurídico da Odebrecht.”

E prossegue a reportagem da revista: “Enquanto a própria Raquel estava em sessão no Supremo, assessores dela tentavam a todo custo saber se as quatro chaves eletrônicas apreendidas com ele permitiriam destravar informações criptografadas dos sistemas de pagamento da empreiteira.”

E a Crusoé arremata: “Entre as pessoas que foram procuradas em busca de uma resposta para a pergunta, ficou a impressão de quem queria a informação, na verdade, era gente do Supremo.”

O desfecho: “Dias após a deflagração da operação, o caso foi retirado de Curitiba por ordem do ministro Gilmar Mendes.”

da Redação

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