A demonização da polícia e as vítimas de confrontos no crime

Bandidos e policiais usam as mesmas armas (muitas vezes, o poder de fogo do traficante é maior do que das Operações Especiais).

Bandidos sempre usaram e sempre usarão moradores inocentes como escudo.

Bandidos expulsam moradores das casas próximas de creches, escolas e postos de saúde, para montarem suas bases nos imóveis, justamente porque sabem que a polícia não chega atirando nesses locais por receio de ferir inocentes.

Então por que eu devo acreditar que "as balas perdidas" sempre saem das armas dos PMs?

Só porque o repórter da Globo falou?

Porque o cara do PSOL fez um textão?

Porque o artista subiu uma hashtag?

O morador da comunidade disse que viu?

Quem garante que os próprios traficantes não atiram em inocentes para cessar imediatamente a operação e jogar o povo contra a polícia? Ou irão tentar me convencer que aqueles bandidos que fazem vídeos decaptanto os rivais, estilo estado islâmico, têm coração e bom senso?

Notaram que a troca de tiros termina assim que um inocente é morto? Se tem um inocente morto é sinal de que a polícia parou de atirar para socorrer as vítimas e que os bandidos se livraram da prisão ou da morte, mas se a polícia é tão perversa e assassina assim, por que não continuam a carnificina sem se importar com os inocentes caídos?

Eu sou obrigada a tirar o benefício da dúvida do policial militar e dar este benefício ao traficante, só para agradar a patrulha do politicamente correto, ou porque serei a única a não acreditar cegamente na versão das vítimas? Preciso mesmo demonizar toda a polícia militar para não ser chamada de fascista e opressora? Eu não... Não mesmo!

Duvido que um PM acordou naquela manhã, tomou seu café, se fardou e disse "hoje eu vou matar uma menina de 8 anos..."

Desculpem, se a munição saiu da arma do PM eu me recuso acreditar que foi por pura maldade como falam na TV e mais uma vez, vou destoar do bando.

Além do mais, os policiais deste país não precisam de mais uma pessoa injusta e covarde que os acusem sem provas; estamos em guerra armada e em guerra de narrativas, é preciso se posicionar: entre acreditar na integridade de um policial e de um traficante, acho que não preciso nem concluir...

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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