A morte de Ághata e a campanha infame da imprensa petista

Há duas maneiras de se matar uma pessoa – uma é física, outra é espiritual. Que uma morte não depende da outra, não cabe ser discutido aqui; que Ágatha Félix foi morta duas vezes, isso é necessário provar – é o que vou fazer.

A segunda morte, a morte que eu chamei de espiritual, é executada através do esquecimento ou da mentira daquilo que foi a vida de uma pessoa, por quais motivos ela viveu e o que causou sua morte. O inferno dos gregos, lembra Luc Ferry, era um mundo em que as almas eram chamadas de sombras: sombras não tem personalidade, não tem diferença uma da outra. Elas também não se lembram de nada daquilo que foi sua vida, elas não tem passado.

Agatha era uma menina pobre, era preta e morava numa região do Rio de Janeiro onde acontece uma Guerra Civil. Aos oito anos de idade, o motivo de sua vida, era antes de tudo a alegria e a felicidade das crianças que são, em si mesmas, o futuro da nossa espécie. Crianças, como as sombras do inferno grego, também não tem passado.

Crianças vivem no presente de sua própria alegria e na esperança de seus pais. Elas, as crianças, são o nosso futuro. Sem passado, é muito mais fácil enviá-las para o inferno sem memória do Mundo Grego.

A imprensa vagabunda petista só precisa ter o trabalho de destruir seu presente, de recontar a história da sua morte e de transformá-la, aí sim, numa estatística de “pessoas pretas e pobres” mortas pelo “fascismo”.

Ágatha morreu por causa da Guerra Civil que acontece no Rio de Janeiro – ela foi uma vítima, uma criança completamente inocente, no meio do horror que existe no Rio de Janeiro. Agora a imprensa vagabunda petista quer transformar sua alma numa “sombra” - em mais uma vítima sem história e sem memória que deve habitar o mundo dos mortos pela “Polícia Fascista” do RJ.

A segunda morte de Ágatha Félix veio depois da sua morte física – a memória de Ágatha, seu espírito, morre pela segunda vez ao ser executado pela mais corrupta, nojenta e vagabunda imprensa do planeta – a imprensa vagabunda petista do Brasil.

A imprensa vagabunda petista fez (e ainda faz) de tudo para defender a Organização Criminosa associada ao Narcotráfico que luta na Guerra Civil do RJ – o Partido dos Trabalhadores.

A imprensa vagabunda petista recusa-se, até mesmo, a dar à Guerra Civil o nome que ela tem – Guerra.

Ela, a imprensa vagabunda, prefere chamar a Guerra de “questão da violência” ou “questão de segurança pública no RJ”. Ao fazê-lo, é sua intenção responsabilizar, quando lhe convém, toda sociedade brasileira por aquilo que acontece no Rio de Janeiro.

Sua ideia é dizer que “todos somos culpados” e com isso consegue pleitear, quando quer, a absolvição dos responsáveis. Se a morte fosse de um policial, a responsabilidade seria “de toda sociedade”, como a morte é da Agatha, só a PM é culpada.

Se “todos somos culpados”, ninguém precisa ser preso. A morte de Agatha “faria parte da realidade como um todo” se ela não fosse pobre, nem preta, nem vivesse numa região de Guerra Civil mas, se alguém precisa ser culpado, que sejam a PM e o Poder Público – é assim que atua a imprensa vagabunda petista no Brasil.

Ágatha, antes de ser morta pela bala de um fuzil, foi morta pelo Tráfico de Cocaína, pela Imprensa Vagabunda Petista e pelo próprio PT que tudo fez para defender o narcotráfico e tornar-se seu sócio no projeto de destruição do Brasil através da Guerra Civil das Drogas e da Revolução Cultural no Ensino Público.

A Imprensa Vagabunda Petista e o PT, durante décadas, vem tentando liberar as drogas no Brasil, vem atacando e desmoralizando a Polícia Militar e chamando traficantes de “trabalhadores excluídos” pelo capitalismo.

Agatha morreu duas vezes, sim – primeiro por causa do tiro que levou, depois por causa da história que a Imprensa Vagabunda Petista fez questão de contar sobre sua morte.

Eu, como médico na cidade em que trabalho, tive minha "morte" decretada em vida pelos Vagabundos petistas que controlam a Saúde Pública em todo Brasil e fui mandado ao mesmo inferno grego do “esquecimento” para onde enviaram a menina do Rio de Janeiro.

Só existe uma pequena diferença...eu não sou Ágatha… comigo tem resposta, mesmo que vinda do Inferno!

Milton Pires

Médico cardiologista em Porto Alegre

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