Os dinossauros: A falsa vanguarda dos caetanos e chicos de 50 anos atrás

Não é apenas o medo de perder a fonte de grana fácil, via Rouanet, que impulsiona figuras lamentáveis como Caetano, Chico, Gil, Maria Bethânia, La Montenegro e outros dinossauros.

É algo bem pior: está no medo de serem expostos sem a máscara e reconhecidos como o que são na realidade: velhos, cujas cabeças foram largadas no tempo e vivem num pequeno mundo de 30, 40 anos atrás.

Não à toa, quase nenhum deles atualmente produz nada que preste ou contribua para com a cultura.

Inconformados com este novo mundo, não entendem ainda que não podem mais viver como viviam há 40 anos, acobertados por uma mídia leviana, tomando seu whisky importado em Paris com a grana do povo que comprava seus discos, livros ou pinturas, e ignorava quem eram realmente.

A velhice de um ser humano não é determinada pela data que consta em sua carteira de identidade, e nem mesmo pelas rugas que o tempo deixa.

A velhice é determinada pela sua cabeça, pela sua mente, pelo seu coração.

Velhos dinossauros vivem no passado e DO PASSADO.

Vivem, como vive essa gentalha, num mundo falseta que construíram para si próprios, onde a glória é eterna, onde a arrogância de ter sido se sobrepõe ao que se é no presente.

Ora, se um empresário que manteve uma empresa funcionando há 40 anos pede falência, o resultado é óbvio: está falido.

Isso é um fato, que ele não pode apagar usando seu passado.

Porque Caetano, em sua arrogância burra, seria diferente? Por ser iluminado, assim como Chico Buarque?

Porque deveríamos nós acreditar no argumento pífio da pequena manada que alega que devemos adorar essas figurinhas carimbadas pelo seu passado “glorioso”, já que sempre foram o que foram, desde sempre?

Apenas não sabíamos o que estava por trás de sua “genialidade” de araque.

Somos seres supostamente inteligentes. Temos o dom de olhar pra trás e limar o que não prestava, com novos olhos.

E é justamente desse novo olhar que eles tem pavor.

Se minha geração, que os enriqueceu comprando discos, hoje os repudia, imaginem a nova geração, de 20, 30 anos. Esses os ignoram, simplesmente.

Felizmente, no contraponto, existem os que não tem cheiro de mofo: Lima Duarte, Fagundes, Ney Matogrosso, Bibi Ferreira e...porque não; a própria Rogéria, que acaba de falecer.

Esses mantiveram seus corações vivos, dignos, a mente jovem.

A falsa vanguarda dos caetanos de 50 anos atrás não é vanguarda nenhuma: a arte que defendem com afinco, a dos medíocres que iluminam o próprio cu com velas, é mais velha do que andar pra frente: já estava na Biblia há 2000 anos, detalhada em Sodoma e Gomorra. É só atraso mesmo.

Coisa de velhos.

Velhos como marinhos, caetanos e chicos.

O mundo que defendem, com desonestidade moral, acabou.

O cheiro de mofo os denuncia.

Mas ainda esperneiam, desesperados, com medo que as pessoas mudem de canal.

Não entenderam ainda que o canal já não existe.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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