Enchentes: Nelsinho mente. Renomado arquiteto e vídeo desmentem o ex-prefeito falastrão

Campo Grande é uma cidade que não resiste à meia hora de chuva. Isto vem de muito tempo e não se prende a uma alegada 'falta de manutenção', como dito neste domingo (4) pelo ex-prefeito Nelsinho Trad, tentando maldosamente atribuir a culpa à atual administração. Mais uma desculpa esfarrapada, frente aos desmandos, irresponsabilidades e desvios de recursos, ocorridos nas gestões dele e de seu antecessor, André Puccinelli.
Na realidade a situação ocorre porque não foram feitas as obras necessárias nos últimos vinte anos. Lamentavelmente, foram 16 anos de orgias com o dinheiro do contribuinte. 
Tudo o que foi feito, não teve planejamento adequado. Obras de fachada, que consumiram o dinheiro público e não resolveram o problema, porque visavam unicamente o 'cafezinho' ou a 'merenda' - os nomes utilizados pelos empreiteiros como sinônimo de 'propina'.
As chuvas de sábado (5), de 59,6 mm, alagaram vários pontos da cidade e proporcionaram uma verdadeira enchente nas imediações do Shopping Campo Grande. Na região, foram gastos cerca de R$ 20 milhões em recursos federais, em fevereiro de 2010. 
O arquiteto Angelo Marcos Arruda, um dos mais conceituados do estado, ouvido pela reportagem do Jornal da Cidade, elucida a questão.
Angelo Arruda
Angelo Arruda
A que se deve esses alagamentos e enchentes ocorridos em Campo Grande?
A cidade de Campo Grande teve um crescimento populacional e uma urbanização nas décadas de 1970 e 1980 - anos em que a população dobrava a cada década - muito grande. Ao atingir os 800 mil habitantes nos anos 2000, a cidade parou de crescer em taxas altas e começaram a acontecer os problemas que hoje se agigantam,
Em 100 anos, Campo Grande teve cheias que foram resolvidas com obras de drenagem e de saneamento, como as do córrego Prosa na parte central, mas algumas ainda persistiram por anos como a região do Imá e do Segredo.
Entretanto, o que tem dado dor de cabeça à população é o Soter e o Prosa nas cabeceiras, que atingem, de cheio, uma área de muita riqueza condominial e empresarial, no caso os arredores do Shopping Campo Grande.
Há anos a coisa vem vindo ruim e crescendo. Só cessa quando se faz uma obra emergencial,ou quando as chuvas diminuem.
Qual o problema de fundo?
Alertei há anos que as administrações vêm descumprindo o que determina um documento técnico elaborado nos anos 1990. A Carta Geotécnica da cidade.
Nesta  carta está escrito e desenhado e referenciado que a parte leste de Campo Grande possui um solo sensível à erosão e deve-se ter cuidados na urbanização. Nos últimos 20 anos a região da cidade que mais se urbanizou foi justamente a parte leste, que assistiu uma maciça urbanização de toda ordem... e hoje a natureza manda a conta prá toda a cidade. Os córregos existentes e as redes executadas não dão conta das chuvas que caem a cada ano nessa época. O resultado não poderia ser outro: as enchentes.

Vídeo de 2010 mostra o alagamento da região do shopping. Vinte milhões foram gastos para sanar o problema. De nada adiantou. Dinheiro público que foi para o ralo, para o cafezinho e para a merenda. Assista ao vídeo:


                                             https://www.facebook.com/jornaldacidadeonline
Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal da Cidade Online. 

da Redação

Siga-nos no Twitter!

Notícias relacionadas

Comentários

Mais em Foco MS