“Eu virei para o presidente (Lula) e falei assim: Resolvi, presidente”

Sabe-se que a condenação que levou Lula da Silva à cadeia é apenas a ponta de um enorme iceberg de crimes praticados durante quase uma década pelo sociopata dono do PT.

Um deles, talvez o mais escabroso, é o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, onde o homenzinho de Garanhuns é apontado como mandante.

O assassinato jamais foi esclarecido, mas é tema de uma investigação sigilosa do Ministério Público.

Esta semana, a revista Veja - acreditem se quiser - publica um depoimento inédito de Marcos Valério, o operador de desvios de recursos públicos que construiu um esquema de corrupção gigantesco usado por Lula e sua gangue.

O esquema acabou estourando em 2005 - o mensalão, que desviava grana do Banco do Brasil - e colocou na jaula catorze corruptos, entre eles o próprio Valério.

Valério ficou em silêncio na sua cela durante anos, talvez à espera da ajuda prometida pelos comparsas do PT, ajuda que nunca chegou.

Em 2012, arruinado e preso, Valério resolveu contar.

E se transformou no pesadelo de Lula et caterva, justamente por conhecer a fundo a imundície e as maracutaias petistas.

As primeiras acusações de Valério sobre o envolvimento de Lula no assassinato aconteceram justamente quando a esquerda tentava uma ação para blindar Lula e o PT no caso.

Agora, em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais - publicado pela Veja - Valério afirmou que Lula e outros corruptos do PT foram chantageados pelo empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, pelo envolvimento no caso de Celso Daniel.

Arte de Marco Angeli Full, 2017
Arte de Marco Angeli Full, 2017

Ronan, que agia num esquema de cobrança de propina junto à Prefeitura da cidade, ameaçou acusar a cúpula petista - incluindo Zé Dirceu e Lula - e responsabilizá-la pelo assassinato.

Gilberto Carvalho, o famigerado chefe de gabinete de Lula, acabou chamando Valério e pediu que levantasse recursos para pagar a chantagem.

Valério, sem saber direito do que se tratava, procurou Zé Dirceu, que mandou:

‘Vá e resolva’. Daí pra frente a história fica cada vez mais sórdida.

Valério procurou o petista João Paulo Cunha, que o mandou falar com o deputado Professor Luizinho, ex vereador de Santo André que conhecia bem o ‘problema’.

Por ele soube que Celso Daniel, corrupto que desviava grana para o partido, havia se recusado a financiar o enriquecimento pessoal de Lula e de dirigentes do PT.

O desfecho todos sabem: Celso acabou sendo torturado e assassinado.

Valério pagou a chantagem, usando grana do Banco Schahin, que soltou 12 milhões em troca de favorecimento numa operação com a Petrobras.

Valério, em seu depoimento, declara ainda que avisou Lula, finalmente, que havia resolvido a questão, e ouviu do homenzinho:

‘Ótimo, graças a Deus.’

De Ronan, o chantageador, escutou em conversa que ‘ele não iria pagar o pato sozinho’, e que denunciaria Lula - caso não recebesse a grana - como ‘mandante da morte de Celso Daniel’.

Ou, como afirmou Valério: ‘O cabeça da morte de Celso Daniel’.

O que Valério (homem forte da corrupção petista) sabe não é desprezível.

Ele se reunia ao menos uma vez por mês com Lula.

Sua influência era tanta que se metia até em indicação de ministros.

Comprava apoio parlamentar em ações de porão ilegais, esquema que envolvia bancos, dirigentes de partidos e políticos, e acabou finalmente sendo denunciado por Roberto Jefferson como operador dos cofres clandestinos do PT em 2005.

O chamado mensalão estourou, e Lula, entregando Dirceu de bandeja no caso, saiu ileso, apesar de ser o principal envolvido e beneficiado.

Ronan Maria Pinto, o chantageador, está preso, por ordem de Sérgio Moro.

A maior parte da operação financeira que envolve o assassinato de Celso Daniel já foi investigada e confirmada pela Polícia Federal.

Condenado a mais de cinquenta anos de cana, Valério já penou na cadeia.

Teve os dentes quebrados numa surra que levou na cadeia por presos a serviço dos petistas, segundo ele.

De Okamotto, braço direito de Lula, escutou, anos antes:

‘(...) Uma turma do partido acha que nós devíamos fazer com você o que foi feito com o prefeito Celso Daniel…’

Apesar da polícia comum ter desistido do caso, o MP investiga o assassinato, acreditando que tenha realmente se tratado de queima de arquivo, eliminando o político que se recusava então a financiar a mamata de Lula.

Nestes tempos em que o STF insiste em colocar Lula na rua de novo, como inocente, é sempre bom lembrar do naipe desse criminoso.

A verdade sobre o assassinato do prefeito virá à tona, mais dia menos dia.

E encontrará o provável mandante nas ruas, talvez como candidato à presidência, por obra de uma suprema corte incompetente e venal.

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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