A presunção do Ministro Marco Aurélio: “Está precisando morrer alguém para sabermos que somos mortais”

De fato, eles, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), se acham seres superiores, quase 'imortais', afinal são dotados de muito poder e estão imunes a qualquer tipo de fiscalização.

Não é a toa que certa feita (em 2009), em diálogo na sala de lanches anexa ao plenário da primeira turma do STF, o ministro Marco Aurélio Mello vociferou, em alto e bom som, em referência a eles, os 11 togados e poderosos ministros: “Está precisando morrer alguém para sabermos que somos mortais”.

A ministra Cármen Lúcia respondeu: “Como tudo aqui é por antiguidade, esperarei a minha vez”.

A história é narrada no livro “Os Onze. O STF, seus bastidores e suas crises”, uma verdadeira radiografia do tribunal, narrada minuciosamente pelos jornalistas Felipe Recondo e Luiz Weber.

Esse é o mesmo Marco Aurélio que neste mês de outubro devolveu ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, o convite para a solenidade de outorga da Medalha do Mérito Eleitoral Catarinense ao ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O convite havia sido enviado por um membro do cerimonial da corte eleitoral catarinense.

Para o ‘quase imortal’, um reles membro do cerimonial não poderia ter lhe dirigido o convite. Descumpriu a ‘liturgia própria do Judiciário’.

da Redação

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