Erro de estratégia das novas lideranças políticas pró-Governo beneficia "traidores" involuntariamente (veja o vídeo)

Um erro da turma da "nova política" é agir como se a "velha política" e o sistema legal que a sustenta não existissem mais. O enorme campo fisiológico aberto pelo crescimento do PSL que novas lideranças do partido rejeitam (por inexperiência ou nojo) ficou livre para as velhas.

A briga no PSL não é pelo dinheiro do fundo partidário: é pelo que se pode fazer com ele, que é montar milhares de diretórios municipais que na prática são equipes de cabos eleitorais a serviço dos deputados alinhados com o dono do partido. As novas lideranças não gostam desse jogo e deixam as que gostam jogando sozinhas.

O jogo político não é uma questão de gosto. É questão de saber o que deve ser feito e fazer. Se você não investe tempo ocupando os espaços, gastará tempo se defendendo de quem ocupou.

O mais ridículo de tudo isso é que as lideranças legítimas, que puxam voto e sem as quais muitos dos fisiológicos e caroneiros não teriam sido eleitos, hoje enfrentam dificuldades geradas pelos oportunistas.

2020 está aí. Os espertinhos já se adiantaram bastante enquanto parte dos novatos e bem intencionados ainda não entenderam o que está acontecendo. Caíram na balela liberal de que tocar em dinheiro do fundo partidário é pecado e deixaram tudo para os outros.

As regras do parquinho não mudam só porque você desceu pra brincar. Para mudar as regras você precisa mandar no campo.

Confira o vídeo:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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