Ex-chefe da Lava Jato sobre Toffoli: "Exerce a presidência do STF como um déspota arbitrário"

O Procurador aposentado e ex-chefe da Força Tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, se posicionou sobre as recentes atitudes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF):

O abuso sistemático de Dias Toffoli está destruindo a instituição do Supremo Tribunal Federal.
Exerce a presidência do STF como um déspota arbitrário, coadjuvado por Gilmar Mendes, que deve sofrer da síndrome de Tourette, tamanhos são os incontrolados insultos que profere nas sessões.
Está na hora dos demais ministros colocarem um freio nesse arbítrio, nesse abuso, nesses repetidos desvios de poder, sob pena da degradação da instituição ser definitiva.
O decano deveria, em vez de defender esses ministros, pensar na instituição e tomar a frente desse processo.

No dia 14, Carlos Fernando, chamou de "golpe branco" a recente decisão de de Toffoli:

"Muito se fala em golpe, tendo a palavra perdido boa parte de seu valor semântico com a sua repetição ad nauseam pelo PT com o impeachment de Dilma.

Entretanto, o que vemos hoje é um golpe branco comandado por Dias Toffoli, que tem protagonizado inúmeros atos abusivos, extrapolando sua competência e repetidamente contrariado a Constituição. Aliás, antes que alguém fale uma bobagem, e bom dizer que mesmo Ministros do STF se submetem as leis e à Constituição, não podendo fazer simplesmente o que desejem.

Assim, além de dar seguimento a um inquérito secreto cujo principal objetivo - abusivamente, é impedir investigações sobre ministros do STF, agora Toffoli, sem nenhum argumento minimamente plausível, moralmente justificável ou simplesmente legal, adona-se de informações de movimentações de 600 mil brasileiros, informações essas que impediu o próprio Ministério Público de ter acesso.

Estamos há algum tempo em um regime de exceção, sem garantias de independência do Ministério Público e do Judiciário, e cujo responsável é o atual presidente do STF, coadjuvado pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

A pergunta que não quer calar é o que pretende Dias Toffoli com esse acesso irrestrito à informações do COAF. O que ele procura?"

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