A “chamadinha” venenosa do UOL e as revelações de um ex-tesoureiro do PT para o advogado

O UOL, numa chamadinha bem ordinária e venenosa, insinua a existência de um complô entre o juiz que condenou Lula lá em julho de 2017 e o cara que, em julho de 2017, era então apenas candidato a candidato. A matéria está assinada como "UOL", não identificando o estagiário lacrador (e ruim de raciocínio lógico) que a elaborou.

O que é engraçado é que advoguei no divórcio de um ex-tesoureiro do PT lá nos idos de 2014. Ouvi dele no meu escritório que poderia se comprometer com um determinado valor de pensão alimentícia aos filhos porque já tinha assegurada a função de adido cultural na embaixada brasileira em Londres, caso Dilma vencesse as eleições marcadas para outubro daquele mesmo ano.

Ou seja, o UOL/Folha está reclamando de que uma semana antes do segundo turno o governo Bolsonaro estava sondando um potencial Ministro da Justiça, quando um ano antes das eleições os governos petistas já tinham até o terceiro escalão prometido para seus apaniguados.

Impressionante como grande parte da imprensa brasileira se comporta como uma Bela Adormecida que despertou de seu sono profundo de 13 anos em abril de 2016. Só a partir dessa data é que se lembrou de que uma parte do seu trabalho seria o de fiscalizar os agentes públicos.

Entre 2003 e 2016, o jornalismo no Brasil foi substituído por propaganda, e desde então uma certa sanha persecutória mal disfarçada vem travestida de um “jornalismo investigativo” que não resiste ao escrutínio de um garoto de quinta série.

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