Rabicó, o perigoso traficante que obteve o direito de recorrer em liberdade por decisão do STF

Nas redes sociais encontramos, com uma pitada de sarcasmo, uma pequena parte da história do perigoso e cruel traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó.

Um bandido de alta periculosidade, agora solto por decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

Um ato repleto de irresponsabilidade e insanidade.

Abaixo a história relatada pelo arquiteto e escritor Eduardo Affonso:

“Rabicó, vulgo Antônio Ilário Ferreira, comandava a venda de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Numa conversa gravada com seu então aliado 2N, vulgo Thomas Jayson, Rabicó diz que quer comprar 23 caixas de munição fuzil AK, para entrega imediata. As munições vinham do Paraguai e chegariam em uma semana.
Desconfiado da lealdade de 2N, Rabicó mandou Schumaker, vulgo Antonácio do Rosário, executá-lo.
2N soube do plano, matou Schumaker, passou a se chamar 3N, mudou de facção e agora disputa com Rabicó o controle do Complexo do Salgueiro.
Em outra conversa, Rabicó pergunta se um comparsa entregou R$ 300 mil a um fornecedor de drogas e armas no Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio.
Adiante, Rabicó manda levar 50 kg de cocaína pura, pagando R$ 250 mil. Comenta que comprou 500 kg de maconha e seis fuzis Parafal 7,62mm, 24 pentes e caixas de munição. Diz que quer comprar um caminhão só para fazer o transporte de armas e munições para o Rio de Janeiro.
Rabicó depositou R$ 133 mil para fornecedores de armas, usando 14 bancos diferentes.
Rabicó negociou 50 kg de drogas com Marreta, chefe do Comando Vermelho, e sondou se ele não teria cinco caixas de munições para AK-47. Com Monstrão da Mangueira, Rabicó tratou da compra de mais 50 kg.
De dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, Rabicó continuou comandando o comércio de drogas e armas, pelo celular.
Rabicó tinha sido condenado a 27 anos e três meses por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e estava preso há 11 anos e oito meses.
Por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, Rabicó está solto há uma semana. Mas, cioso de seus deveres, o ministro advertiu o traficante para se manter em casa, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade.
Rabicó tem direito a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado da condenação.
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da Redação

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