Weintraub desconfia que membros de ONGs presos no Pará por incêndio florestal são os mesmos que o hostilizaram

Nesta terça-feira (26), a Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Fogo do Sairé, que concluiu que a ONGs tiveram envolvimento no incêndio florestal que atingiu uma Área de Preservação Ambiental (APA) no distrito turístico de Alter do Chão em setembro deste ano.

Segundo a polícia, integrantes da Brigada de Incêndio de Alter seriam os “causadores do referido episódio”. Tão grave quanto o caso, seus membros foram beneficiados financeiramente com as queimadas, recebendo cerca de 300 mil reais.

Os presos foram: Daniel Gutierrez, que estava à frente da operação, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner. A polícia cumpriu ainda sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Alexandre Rizzi.

Queimadas em Alter do Chão.

Nesta quarta-feira (27), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou através de suas redes sociais que desconfia que os presos na operação podem ser os mesmos que realizaram um protesto hostil a ele em uma visita que realizara à Santarém, no Pará, em julho deste ano.

O ministro afirmou que está verificando essa possibilidade pois os indivíduos são "muito parecidos" com aqueles que o atacaram covardemente:

"Estou verificando se os presos são os mesmos que COVARDEMENTE atacaram minha família. Dois deles são muito parecidos (revendo imagens e fotos), porém, pessoas ligadas a essa ONG mafiosa estiveram envolvidos na época com o atentado que sofremos em Santarém." - pontuou Weintraub.
Manifestantes protestam contra Abraham Weintraub em Alter do Chão Foto: Reprodução

Uma bomba muito grande vem por aí.

da Redação

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