Advogado impetra recurso no STF e desiste, possivelmente ao constatar que relator não pertence a “banda podre”

A Operação Faroeste escancarou a corrupção no Tribunal de Justiça da Bahia.

Entre os envolvidos, o advogado Márcio Duarte Miranda, que, por sinal, é genro da desembargadora presa Maria do Socorro Barreto Santiago. Tudo em família, pelo visto.

Um recurso em favor do tal genro da desembargadora, foi proposto na semana passada.

O ministro Edson Facchin foi sorteado como relator.

Assim, doravante, todos os recursos da Operação Faroeste iriam diretamente para Facchin, que ficaria como o ministro prevento para o caso que envolve a cúpula da Justiça baiana e inúmeros advogados.

Imediatamente, foi protocolada a desistência do recurso.

A suspeita é que novos recursos serão impetrados até que o ministro sorteado seja um ‘amigo’, alguém da ‘banda podre’.

Na busca e apreensão realizada em endereços de Márcio, foi encontrado um pen drive com a minuta de uma decisão judicial.

O cidadão movimentou nos últimos 7 anos, a bagatela de R$ 5,6 milhões e sua prisão temporária já foi transformada em preventiva.

Atualização: Em contato com a redação do Jornal da Cidade Online, o advogado que impetrou o recurso em favor de Márcio, Gildo Porto, afirmou que a desistência nada tem a ver com o sorteio do ministro Edson Fachin como relator.Ele sustenta que atuou na defesa de Márcio na condição de membro da Associação do Advogados Criminalistas da Bahia (AACB).

Entretanto, teria sido avisado pela família, que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Veloso, havia sido constituído, como advogado e que teria exigido a retirada do recurso para ingressar na causa.

Gildo Porto acrescenta que Edson Fachin já é o ministro prevento da Operação Faroeste, com base, segundo ele, no artigo 22, VIII do regimento interno do STF.

da Redação

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