Black Friday acima das expectativas é reflexo da melhora da economia, afirma Presidente de grande rede varejista

O que vimos na Black Friday é um reflexo da melhora da economia

O comércio brasileiro surpreendeu positivamente na última Black Friday e deu um claro sinal de recuperação econômica.

Dados da empresa Compre&Confie, do grupo Clearsale, o faturamento do comércio on-line subiu 31% na quinta e sexta-feira, para R$ 3,8 bilhões sobre mesmo intervalo de 2018. Está acima das estimativas de associações e consultorias que apontavam alta de até 19%. O número de pedidos avançou 28,5%, mas o valor do tíquete médio se expandiu apenas 1,9%, sinalizando que a alta deste ano pode ter sido sustentada pelo maior número de novos consumidores participando do evento.

“Foi uma Black Friday bem superior ao ano passado, tanto no site quanto nas lojas. Foram mais de dois milhões de pedidos na sexta-feira. O nosso comércio eletrônico ficou com mais de 50% das vendas, acima da participação que vinhamos tendo [no ano, está em 44%]”, disse Frederico Trajano, presidente do Magalu.

Para ele, “não dá para negar que há um aquecimento na demanda”, diz. “O que vimos na Black Friday é um reflexo da melhora da economia. Não acho que teremos qualquer soluço no Natal. Há alguma antecipação [de compra], mas isso não compromete o fim do ano”. Em setembro, para atender Black Friday e Natal, a empresa registrava em balanço um estoque um terço superior ao do ano anterior.

Segundo Roberto Fulcherberguer, CEO da Via Varejo, a empresa vendeu R$ 1,1 bilhão na sexta-feira - o executivo não revela a variação sobre 2018, mas diz que a venda on-line cresceu 83% e representou 48% da receita na sexta-feira (essa taxa no grupo não passa de 20% hoje).

“Houve alguma antecipação de Natal, mas o que vimos nas lojas na semana passada é uma melhora de confiança, algo que se traduziu nos números e que não era tão claro na Black de 2018. Isso nos dá segurança para fazer projeções melhores. Já recebemos as encomendas de Natal, mas se a trajetória de retomada se mantiver, podemos reforçar o estoque até fim de dezembro.”

Fonte: Valor Econômico

da Redação

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