Flávio Bolsonaro ‘rides again’ (ou toda farsa tem pernas curtas)

Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair, votou, no Senado, a favor da ampliação do indecente Fundo Eleitoral (isto é, votou contra o veto do próprio pai) que tunga o contribuinte forçando-o a financiar candidatos que – em inúmeros casos – estariam condenados por corrupção, não fosse o também indecente Foro Privilegiado, um biombo para proteger ladrões. (digo condenados, mas não presos, que isto a Facção-Pró-Crime do STF não permite.)

Flávio, flagrado com a mão na carteira do contribuinte (quer dizer, com a cédula de votação a favor da ampliação do Fundo), mais tarde disse que votou a favor da safadeza por distração, um “equívoco”, um “descuido”. Só que a Nação, que não é tão estúpida quanto ele supõe, não engoliu a farsante explicação. Caiou de pau, nas redes sociais em cima do “descuidado”.

O vídeo em que ele se “explica”:

Se confundiu, ou se descuidou na hora de preencher a cédula de votação, demonstra ser incompetente para o cargo.

Com base nesta informação, não será infundado o temor de que nas próximas eleições presidenciais de 2022 ele cometa semelhante “equívoco”, ou descuido e vote no futuro poste de Lula e não na reeleição do pai. Eu, com elevadíssima probabilidade, votarei no pai, sem equívocos, descuidos ou confusão.

Aliás, existe a suspeita, largamente difundida, de que ele já havia se “equivocado” (ou se descuidado) quando da primeira votação para a presidência do Senado, escolhendo Renan Calheiros.

Na segunda votação, como os senadores começaram a mostrar suas cédulas, ele fez o mesmo (tinha de fazê-lo ou confessar que votara, antes, em Calheiros), o que levou Renan a imediatamente desistir do pleito, dando de público a causa, nos seguintes termos, como noticiou o Estadão de 02/02/2019:

“Eu estou saindo porque abriram o voto. Exigiram que o PSDB abrisse os votos para inibir quatro votos que tínhamos no partido. O próprio filho do presidente da República [Flávio Bolsonaro] abriu o voto".

Dando a entender que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP) poderia ter votado nele antes da anulação do primeiro processo de votação”, conclui a matéria do Estadão.

Agora, embora tenha votado a favor da ampliação do Fundo Eleitoral, ou seja, embora tenha votado contra o veto do pai e presidente da República, Flávio se diz contra o Fundo Eleitoral...Talvez até haja quem acredite nessa declaração, claro. Eu, sinceramente, não acredito nela.

Não precisa ser um lulopetista para considerar esta declaração falsa e farisaica. Eu, uma pessoa que votou em Jair Bolsonaro, que sempre defendeu e defende o seu governo, não dou um centavo de crédito a esta manifestação de contrariedade ao Fundo de Flávio. Aliás, um lulopetista estaria até propenso a acreditar em coisas como esta declaração, ele que acredita que Lula é “a alma-viva mais honesta do mundo, um perseguido por Moro e pela Justiça brasileira.

Só que eu não sou, nunca fui possuidor do DNA lulopetista. Não sou seguidor de seita política alguma. Não acredito em lobisomem nem em Mula-Sem-Cabeça.

Tenho dado apoio a Jair Bolsonaro desde quando ele era candidato à presidente da República /1/. Continuo apoiando o governo Bolsonaro, que defendo pela excelente equipe de que escolheu, mormente a econômica, como posso demonstrar pelos inúmeros artigos que publiquei em seu favor. E, repito para ficar bem claro: eu, com elevadíssima probabilidade, votarei em Jair Bolsonaro em 2022, sem “equívocos”, ou confusão na hora de votar.

Mas isto não significa APOIO INCONDICIONAL (jamais, em minha vida, dei apoio incondicional a quem quer que seja, que isto é coisa de fanático fundamentalista, inclusive lulopetistas), nem que meu apoio seja, automática e incondicionalmente extensivo aos filhos do presidente.

Acrescento, inspirado em Shakespeare: Há algo de muito estranho na vida parlamentar deste primogênito de Bolsonaro. Por sorte vivemos em um (suposto) Estado Democrático de Direito, que proíbe a transferência de culpa por laços sanguíneos.

REFERÊNCIA:

1.https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11937/uma-unica-razao-para-votar-em-bolsonaro-a-esperanca

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC. Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.

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