Baile funk, a real: o que os panfletos de esquerda omitem

Em setembro de 2015, a Globo publicou uma detalhada matéria sobre a realidade dos chamados bailes funk em São Paulo, resultado de dois meses de investigação de uma de suas equipes de reportagem.

Fosse hoje, a reportagem seria limada da pauta, provavelmente.

A reportagem é explícita.

Dos 300 pancadões que aconteciam em São Paulo naquele ano, apenas 12 eram autorizados pela Prefeitura.

O resto era ilegal mesmo.

O que registraram: meninos e meninas menores bebendo, usando drogas, tirando a roupa na rua, fazendo sexo e exibindo armas.

Não fica só nisso. Fatalmente acaba indo parar na internet, em vídeos e postagens.

Um diálogo interessante, da própria reportagem, entre o jornalista e uma menina de 16 anos que protagonizou uma cena de strip-tease no meio de um monte de homens:

‘Menor: Não, não lembro de nada.

Repórter: Por que você não lembra?

Menor: Porque eu estava toda bêbada.

Repórter: E como ficou sabendo que fizeram seu vídeo?

Menor: Me mostraram.

Repórter: E quando viu o vídeo, o que pensou?

Menor: Eu fiquei chorando. Chorei a noite toda.’

Pois é.

Os relatos não param aí.

Jovens que participam confirmam: ‘Tem criança usando droga, criança bebendo.’

Cenas como as descritas são comuns pelos pancadões de São Paulo.

Histórias como a da mãe da reportagem que foi correndo até o hospital as duas da manhã para encontrar a filha em coma por causa de drogas, tendo uma convulsão atrás da outra.

Esse cenário era permitido e até incentivado em 2015, estratégia gasta da esquerda. Hoje, quando o novo governo tenta controlar ou acabar com os pancadões, o que resta da esquerda e seus escreventes esperneia.

Numa descarada inversão de valores, tentam caracterizar os pancadões como ‘lazer e diversão’ necessários a jovens pobres.

O que rola na real é que o tal lazer prejudica principalmente os próprios jovens, como fica bem claro, vítimas da perversidade da esquerdalha, que busca o caos e a destruição de toda uma geração. Ser pobre não é qualificação para quem entra numa roubada dessas.

De forma alguma.

Que jovens - pobres, ricos ou remediados - tenham direito à lazer, educação e saúde não se discute. O que se discute é que sejam vitimados por uma porca estratégia ideológica que, naturalmente, ainda criminaliza a polícia por tentar colocar ordem no galinheiro.

A população, entretanto, conhece bem a realidade.Se a situação era essa em 2015, mesmo com a presença da polícia, como seria sem ela?

E qual seria a situação hoje, se simplesmente a polícia abandonasse essas regiões?

A essas questões os panfletos da esquerda não respondem.Nem poderiam.

Vivem no mundo da lua.

Um mundo irreal que só existe em suas cabeças.

E nas páginas dos jornais que escrevem.

Fonte: Jornal o Globo, reportagem de Patrícia Falcoski e William Santos de 1º de setembro de 2015.

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Marco Angeli Full

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Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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