Cineasta que defendeu Dilma em Cannes é acusado de estelionato pelo MPF

O cineasta Kleber Mendonça Filho foi denunciado pelo Ministério Público Federal por suposta prática de estelionato.

Mendonaça Filho escreveu e dirigiu o filme Aquarius, lançado em 2016. O longa serviu de plataforma para um polêmico protesto contra o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff. O elenco e a equipe levaram cartazes para sua participação no festival de Cannes que traziam dizeres como “Está ocorrendo um golpe no Brazil” e “54.501.118 de votos são queimados”.

Segundo o MPF, o cineasta recebeu R$ 11,8 mil de dinheiro público através da Ancine para promover o filme “O Som ao Redor” em festivais internacionais, o que incluiu viagens para Rotterdam, Nova York e Lisboa.

O problema é que Mendonça Filha, à época, ocupava um cargo comissionado na Fundação Joaquim Nabuco e, no entanto, ao realizar o pedido de financiamento, teria declarado não ser servidor público e as regras da Ancine proibiam o repasse de recursos a servidores.

A defesa do cieneasta alegou que ele “jamais imaginaria ser considerado servidor” por ocupar cargo comissionado.

A pena pode chegar a mais de 5 anos de prisão por ter como vítima um órgão público.

Agora entendemos porque o cineasta fazia uma defesa tão enfática do PT.

da Redação

O jornalismo em que você confia depende de você. Colabore com a independência do Jornal da Cidade Online doando qualquer valor. Acesse: apoia.se/jornaldacidadeonline

Comentários