Ex-presidiário, Doutor Bumbum quer ser político e já está em plena campanha nas redes sociais

Lula não é o único ex-presidiário que pretende ser candidato no próximo pleito eleitoral.

O ex-médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Doutor Bumbum, está em plena “campanha” com o objetivo de conquistar uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Ao contrário de Lula, Dr. Bumbum ainda não é “ficha suja”, pois ainda não possui nenhuma condenação em segunda instância.

Ele responde a processo por homicídio qualificado após a morte da bancária Lilian Calixto, em julho do ano passado, durante um procedimento estético e, em consequência, está sem profissão, pois perdeu o seu registro no Conselho Federal de Medicina e não tem mais direito a recurso.

Reportagem da revista Época explica minuciosamente o caso:

“O processo teve início com o indiciamento do Doutor Bumbum pela morte de Lilian Calixto, de 46 anos, em quem ele aplicava 300 ml de PMMA — um derivado do acrílico.
O produto tem uso permitido pela Anvisa, mas em pequenas quantidades.
Na ocasião, o procedimento ocorria na cobertura de Denis, na Barra da Tijuca, quando Lilian passou mal e foi levada por ele a um hospital particular do bairro, onde onde morreu horas depois, após quatro paradas cardiorrespiratórias.
Um laudo do Instituto Médico Legal indicou que ela teve embolia pulmonar — quando o fluxo sanguíneo do pulmão é interrompido.
Ele foi preso por seis meses, sendo solto em janeiro deste ano, após uma decisão da Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.
A prisão foi substituída por medidas cautelares — comparecimento periódico em juízo para informar e justificar atividades; proibição de se ausentar do Rio e recolhimento em casa à noite e nos dias de folga; proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante.
Em liberdade, Doutor Bumbum criou uma associação para acolher vítimas de erro hospitalar, prestando consultoria "de forma gratuita e voluntária" a vítimas ou a pessoas que temem eventos adversos ocasionados por atendimento hospitalar.”
da Redação

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