O atentado à produtora do “Porta dos Fundos”, o coquetel Molotov e a vitimização

Eu não gastaria uma linha do meu português refinado para falar sobre o tal atentado à bomba na produtora do “Porta dos Fundos”, no bairro de Botafogo, cidade do Rio de Janeiro.

Mas diante da vitimização que o pessoal desse “Porta dos Fundos” já está fazendo, com a exploração do episódio, só quero apresentar algumas ponderações, até para servirem como contraponto à narrativa que já está sendo criada.

O ocorrido é no mínimo estranho, no mínimo extremamente esquisito. Se eu fosse o delegado de polícia responsável pelo caso, a primeira coisa que eu teria em mente, antes de começar os interrogatórios das pessoas a serem por mim convocadas, seriam esses trechos do livro “Manual do Guerrilheiro Urbano”, de Carlos Marighella, destacados abaixo:

“Os coquetéis Molotov, gasolina e artefatos caseiros tais como caixas de tubos e latas, bombas de fumaça, minas, explosivos convencionais tais como dinamite e cloreto de potássio, explosivos plásticos, cápsulas de gelatina, e munições de todo tipo são necessários para a missão do guerrilheiro urbano.” (p. 12)
“O guerrilheiro urbano manifestante ensina aos grupos nas manifestações as rotas de fuga se é necessário. Coloca minas, atira bombas Molotov, prepara emboscadas e explosões.” (p. 37)
"O terrorismo é uma ação, usualmente envolvendo a colocação de uma bomba ou uma bomba de fogo de grande poder destrutivo, o qual é capaz de influir perdas irreparáveis ao inimigo. O terrorismo requer que a guerrilha urbana tenha um conhecimento teórico e prático de como fazer explosivos.” (p. 46)

Ora, sem se afirmar ou se concluir nada aqui, não se pode deixar de constatar o fato de que o coquetel molotov é nitidamente um recurso da Esquerda.

Portanto, a mídia e a militância de esquerda têm que ter muita cautela antes de comentar o caso, e principalmente antes de apontar o ódio da “direita intolerante” para com esse “Porta dos Fundos”.

— Deixem a polícia trabalhar. Depois, na época certa, vocês tecem os comentários que quiserem, demonizando os culpados.

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