Delcídio tinha trânsito em todos os partidos por sua habilidade em 'arrumar' dinheiro

O senador Delcídio do Amaral é próximo do poder há muito tempo, mesmo antes de ocupar cargo eletivo.
Engenheiro de formação, Delcídio sempre foi íntimo dos empreiteiros e do mundo do petróleo.
Surgiu em Mato Grosso do Sul de maneira fulminante, derrotando nas urnas, em sua primeira eleição, um mito: Pedro Pedrossian. Era candidato do PT, com apoio do então governador, na época candidato a reeleição, Zeca do PT.
Zeca, durante a campanha tratou Delcídio como 'irmão'. Num dos comícios, com a presença de Lula, chegou a pedir aos eleitores que não o reelegessem para o governo se não votassem também em Delcídio para o Senado.
Na época, ninguém compreendeu a escolha de Zeca. Hoje, tudo parece muito claro.
No governo de Itamar Franco (1992-1994), Delcídio foi diretor da Eletrosul, secretário executivo e ministro interino de Minas e Energia.
No governo de Fernando Henrique Cardoso, Delcídio ocupou o cargo de diretor de gás da Petrobras. O senador tinha forte ligação com o paraense Jader Barbalho, do PMDB e aproximou-se de Zeca do PT através do falecido deputado Flávio Derzi, também do PMDB.
Delcídio também tinha livre acesso a empreiteiros e banqueiros, relações que facilitavam a 'costura' de acordos com extrema agilidade.
Todo este aparato faziam do senador um homem desejado, mas também lhe rendiam olhares de ciúmes e inveja.
Possivelmente, dai a explicação mais plausível para a reação abrupta, dura e condenatória do presidente do PT, Rui Falcão, imediatamente após o caso de Delcídio ter vindo a tona. Logo ele, sempre tão condescendente com todos os petista presos.
Atualmente, a situação do senador é a pior possível. A cassação do seu mandato é uma questão de tempo. A possibilidade de ser solto é ínfima.
No aspecto jurídico, a situação tem se agravado, vez que o seu nome já foi citado por três delatores como destinatário de propina da Petrobras.
Diante do quadro sombrio, totalmente sem perspectivas, novamente começam a se ouvir rumores de uma eventual delação premiada.
É, sem dúvida, a opção que lhe resta. Vamos aguardar.
Lívia Martins
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da Redação

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