Ação da PF tem 154 indiciados e mostra a troca de ‘proteína por pipoca’ na merenda escolar

Chegando a fase final das investigações da Polícia Federal (PF), a operação Prato Feito, realizada no estado de São Paulo, contêm 154 indiciados, incluindo políticos e empresários.

A operação vislumbra o desmascaramento de responsáveis pela fraude da merenda escolar de estudantes de todo o estado. A investigação está acontecendo desde 2018 e os dados são que: em torno de 1,6 bilhões foram desviados dos cofres públicos.

Segundo o relatório, pelo menos 13 prefeitos participaram do esquema, destes quatro já foram presos, a ação ainda aponta a existência de cinco núcleos empresariais que, de maneira conjunta, burlavam licitações e pagavam propina a políticos em troca de regalias perante as fraudes.

Os líderes são: Valdomiro Coan, Carlos Zeli Carvalho, Fábio Favaretto, Simon Bolivar Bueno e Wilson da Silva Filho. Segundo a PF, usavam um grande número de empresas, das quais algumas eram sócios, ou familiares eram proprietários. Além da merenda, estas empresas também ‘forneciam’ material escolar, uniforme e serviços de limpeza.

Das análises feitas existem uma série de alterações nos cardápios escolares, por exemplo: a troca de carnes por ovos, proteína de soja por pipoca, a metade do suco previsto, mais arroz do que o normal, além dos superfaturamentos. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), em 2014 e 2015, na prefeitura de Tietê - interior paulista - uma unidade de ovo chegou a custar incríveis 12 reais.

“Tal análise evidencia superfaturamento, uma vez que os cardápios foram alterados com substituição de itens de menor custo e com redução de fornecimento de itens de maior custo, mantendo-se o mesmo valor contratual”, diz o relatório da PF.

Além de tudo isso, a operação ainda constatou esquema que influenciava nas eleições, através de “doação de verba eleitoral” como roupagem para a corrupção.

da Redação

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