Clube cancela a contratação do goleiro Bruno devido a perda de patrocínio e revolta da sociedade

O Operário de Várzea Grande (MT), havia contratado o goleiro Bruno Fernandes, criando polêmicas no meio futebolístico nas últimas semanas. Porém o clube confirmou nesta quarta-feira, 22, o desligamento do goleiro.

Bruno foi preso em 2010 no auge de sua carreira e condenado posteriormente pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, mãe de seu filho.

O Ministério Público já havia autorizado os trâmites envolvendo a contratação do goleiro que está em regime semi-aberto.

Logo após a até então confirmação da contratação de Bruno o clube perdeu diversos patrocinadores e revoltou a sociedade da região. Bruno receberia um salário em torno de R$ 6 mil reais.

O supervisor de futebol do Operário, André Xela confirmou o desligamento do goleiro com o clube.

“Foi uma pressão muito grande e dois patrocinadores acabaram desistindo. Sem dinheiro, você não consegue fazer futebol”, disse o supervisor.

André Xela ainda reiterou que agradece o apoio de parte dos torcedores que haviam apoiado a contratação, mas percebeu também que muitos torcedores e apoiadores do clube não gostaram e em prol do clube e da torcida, decidiu cancelar a contratação.

Ficaria inviável financeiramente para o clube sem patrocinadores, segundo Xela.

A advogada do goleiro, Mariana Migliorini afirmou em entrevista que Bruno ficou muito triste com a situação e estava sem dormir e sem comer devido ao fato.

Enquanto isso, a velha questão ainda vem a tona 10 anos depois... onde estão os restos mortais de Eliza Samudio?

Bruno está pagando o preço de uma fama manchada pelo assassinato cometido por ele.

Enquanto uma família chora e um filho cresce sem a mãe, o goleiro assassino está solto e a procura de um novo emprego.

da Redação

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