Travesti feminista e comunista defende abertamente a radicalização política para destruir a família (veja o vídeo)

Sempre que os movimentos LGBT e os movimentos feministas são acusados de terem como um de seus objetivos a destruição do conceito tradicional de família, logo a turma parte para a defensiva. Argumentam então que, na verdade, só querem que as “suas formas de família” também sejam aceitas na sociedade. Assim, passam a acusar os conservadores de lunáticos conspiracionistas e preconceituosos.

Entretanto, qualquer um que tenha estudado umas poucas obras de integrantes dos movimentos feministas e LGBT sabe que tudo não passa de conversa fiada, e que os reais objetivos por trás dessas agendas são, na verdade, objetivos políticos.

Dessa vez, há uma novidade nesse cenário: um vídeo que prova definitivamente que não há teoria conspiratória alguma nas preocupações conservadoras e que mostra uma feminista que admite abertamente que esses movimentos tem por objetivo a destruição da família.

O vídeo publicado pelo canal Boitempo no YouTube é protagonizado por Amanda Palha e é intitulado “O movimento LGBT e o fim da família”. Nele, Amanda faz uma defesa da radicalização política para a destruição da família e ainda condena os que ficam na defensiva pois os que assim o fazem “não são ameaça”.

Amanda se descreve assim:

“Travesti, feminista e comunista, é educadora popular e atua há sete anos em associações filiadas à hoje conhecida Amotrans (Articulação e Movimento de Travestis e Transexuais de Pernambuco). Está, atualmente, como Coordenadora da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular de Pernambuco. É uma das autoras do dossiê “Marxismo e lutas LGBT” da edição 33 da revista Margem Esquerda , que lançada durante o seminário. ”

O vídeo pode chocar muitos e parecer uma novidade, mas não há nada no discurso de Amanda que não tenha sido dito há pelo menos 50 anos, incluindo a defesa da promiscuidade e, com o fim da família, o incesto. O discurso não passa de um eco do livro da feminista canadense-americana Shulamith Firestone, Dialética do Sexo, de 1970. Nela, Firestone trata o incesto como um “tabu” e defende que a família é na verdade uma relação de propriedade em que o homem “possui” a mulher e os filhos, e que os filhos só não fazem sexo com suas mães por as enxergarem como “propriedade do pai.” Assim, a única maneira de o ser humano ser verdadeiramente livre, seria acabando com a família tradicional.

Para comprovar, basta ler alguns excertos do livro. Confira:

Assim, libertar as mulheres de sua biologia signifi­caria ameaçar a unidade social, que está organizada em torno da reprodução biológica e da sujeição das mulheres ao seu destino biológico, a família. Nossa segunda exi­gência surgirá também como uma contestação básica à família, desta vez vista como uma unidade econômica: 2) A total autodeterminação, incluindo a indepen­dência econômica, tanto das mulheres, quanto das crian­ças. Para atingir esta meta serão necessárias mudanças fundamentais em nossa estrutura social e econômica. É por isso que precisamos falar de um socialismo feminista.
[...]
Com uma licença total, as relações humanas finalmente seriam redefinidas para melhor. Se uma criança não conhece a própria mãe, ou pelo menos não atribui a ela um valor especial em rela­ção às outras pessoas, é pouco provável que ela a escolha como seu primeiro objeto de amor apenas para depois ter que desenvolver inibições em relação a esse amor. É possível que a criança estabeleça suas primeiras relações físicas íntimas com pessoas de seu próprio tamanho, por mera conveniência física, exatamente como os ho­mens e as mulheres podem preferir um ao outro em vez de pessoas do mesmo sexo, por mera conveniência física. Mas, se ao contrário ela escolhesse se relacionar sexual­mente com os adultos, mesmo que isso se desse com a sua própria mãe genética, não haveria razões a priori para ela rejeitar seus avanços sexuais, uma vez que o tabu do incesto teria perdido valor. O household, forma social transitória, não estaria sujeito aos perigos da endogamia. Assim, sem o tabu do incesto, os adultos poderiam voltar, dentro de poucas gerações, a uma sexualidade mais natural “polimorfamente pervertida” , a concentra­ção na sexualidade genital e no prazer orgásmico dando lugar a relações físicas/emocionais totais que os incluís­sem. As relações com as crianças incluiriam o grau de sexualidade genital que as crianças fossem capazes de ter — provavelmente bem mais do que nós imaginamos hoje — mas pelo fato de a sexualidade não ser mais o foco dos relacionamentos, a ausência de orgasmo não consti­tuiria um problema sério. Os tabus referentes à sexuali­dade entre adultos/crianças e à homossexualidade desa­ pareceriam, tanto quanto as amizades não-sexuais (o amor “inibido quanto ao alvo” , de Freud). Todas as relações íntimas incluiriam o relacionamento físico, desaparecen­do de nossa estrutura psíquica o conceito de relações fí­sicas exclusivas (monogamia), bem como a imagem de um Parceiro Ideal. Mas permanecem em conjuntura o tempo que levaria para essas mudanças acontecerem e as formas que elas tomariam. Os casos específicos não nos interessam aqui. Necessitamos apenas estabelecer as precondições para uma sexualidade livre. As formas que ela assumirá representariam seguramente um progresso dentro do que temos agora, “natural” no seu sentido mais autêntico."
Desse modo, vemos que na sociedade baseada na família as repressões originadas no tabu do incesto tornam impossível uma sexualidade plenamente satisfeita para qualquer pessoa, e possível só para poucos uma prática sexual satisfatória. Os homossexuais de nossa época são apenas as maiores vítimas do sistema de sexualidade reprimida que se desenvolve na família. Mas, embora a homossexualidade hoje seja tão limitada e doentia quanto nossa heterossexualidade, breve chegará o dia em que a transexualidade saudável será a norma. Pois, se admitimos que o impulso sexual é, desde o nascimento, difuso e indiferenciado da personalidade global, e, como vimos, só se torna diferenciado em resposta ao tabú do incesto; e se, além disso, admitimos que o tabú do incesto é hoje necessário apenas para preservar a família; então, se destruirmos a familia, estaremos, na verdade, destruindo as repressões que moldam a sexualidade em estruturas específicas. Sendo iguais todos os tipos de sexualidade, as pessoas poderão ainda preferir indivíduos do sexo oposto, simplesmente porque isto é fisicamente mais conveniente.
[...]
A separação entre sexo e emoção está na própria base da cultura e da civilização ocidentais. Se a primeira repressão sexual é o mecanismo básico pelo qual as estruturas de caráter que sustentam a servidão política, ideoló­ gica e econômica são produzidas, um fim ao tabu do incesto, através da abolição da família, poderia ter efeitos profundos. A sexualidade seria liberta de sua camisa-de-força, vindo erotizar toda nossa cultura, mudando a sua própria definição
[...]
É possível que a criança estabeleça suas primeiras rela­ções físicas íntimas com pessoas de seu próprio tamanho, por mera conveniência física, exatamente como os homens e as mulheres podem preferir um ao outro em vez de pessoas do mesmo sexo, por mera conveniência física. Mas, se ao contrário ela escolhesse se relacionar sexualmente com os adultos, mesmo que isso se desse com a sua própria mãe genética, não haveria razões a priori para ela rejeitar seus avanços sexuais, uma vez que o tabu do incesto teria perdido valor."
da Redação

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