Coronavírus: o que você deve saber sobre a nova doença mortal (veja o vídeo)

O mundo está assustado com o surgimento do coronavírus, que ataca o sistema respiratório e já matou 304 pessoas na China, sendo que mais de 15 mil estão infectadas. Há possibilidade de o número de mortos ser muito maior do que o divulgado, porque, apesar de aberto ao capital estrangeiro, o país é regulado por um regime comunista extremamente repressor.

Em entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, o infectologista Leandro Machado explica o que é o coronavírus e os perigos que ele acarreta.

“Não se sabe bem ainda de onde veio esse vírus, especula-se que pode ter se originado de animais marinhos ou de sopa de morcego. O vírus pode causar pneumonia e evoluir para óbito. Não existe vacina nem tratamento. Caso você tenha contato com pessoas que vieram de alguma região com casos confirmados ou veio de alguma região com casos confirmados e começar a apresentar algum sintoma similar a resfriado, como tosse, dor no corpo, dificuldade de respirar... procure atendimento médico”, explicou o especialista.

E como se transmite essa doença? De acordo com o médico, é pelo ar, por meio de gotículas. “Se você está respirando no mesmo ambiente no qual estão pessoas com o vírus, você pode se infectar. E muitas vezes é assintomático. Você pode demorar de 14 a 21 dias para apresentar os sintomas. Essa é dificuldade em controlar a expansão do vírus”, alertou Machado.

Brasil tem 16 casos suspeitos de coronavírus

Para manter a população informada sobre a doença, o Ministério da Saúde está atualizando diariamente a Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação à situação epidemiológica. O Brasil tem 16 casos suspeitos: Ceará (1), São Paulo (8), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4).

De acordo com João Gabbardo dos Reis, Secretário Executivo do Ministério da Saúde, o governo federal fará uma campanha de esclarecimento para a população, e as recomendações são as mesmas que se dão para o vírus influenza (gripe). Com a iminência da chegada do Carnaval, a preocupação com a transmissão da doença aumenta.

“Não existe nenhuma decisão do Ministério da Saúde, nesse momento, de uma intervenção mais drástica em relação ao Carnaval. Vamos divulgar o que as pessoas podem fazer para diminuir a possibilidade de transmissão”, ressaltou o secretário.

da Redação

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