O racismo do banco Itaú e a guerra de narrativas em benefício da falcatrua

Esta semana, vi uma manchete acusando o Banco Itaú de racismo. Na reportagem, a suposta vítima dizia que, ao fazer um saque na agência, pediram seu documento e chamaram a policia por ela ser negra, humilde e ter dinheiro demais (oi?).

Primeiro, eu nunca vi um banco reclamar que o cliente tem dinheiro demais. Já recebi várias ligações, do meu gerente, por ter dinheiro de MENOS. Mas nunca ouvi NENHUM caso que o banco reclamou pelo excesso de fundos. Independente da cor do cliente. Você pode ser verde com bolinhas roxas. Se tiver dinheiro, o banco vai te tratar bem.

Segundo, SEMPRE que vou efetuar um saque sem cartão, o funcionário do banco pede meu documento de identidade. Sou um dos caras mais brancos que conheço e moro numa cidade do interior de MG, onde todo mundo se conhece. Mesmo assim, este é o procedimento PADRÃO. Chama-se SEGURANÇA.

Enfim, não fazia ideia quem era a autora da denúncia e, procurando, descobri que é uma "celebridade", "influenciadora" (o que diabos quer que isso signifique), namorada ou esposa de um DJ famoso na "cena do Funk" e condenado por associação para o tráfico. Descobri, também, que SEGUNDO A POLÍCIA CIVIL, o documento apresentado era FALSO.

Mas, lógico, é muito mais cômodo utilizar da guerra de narrativas, distorcer os fatos e acusar de racismo àqueles que só estavam fazendo seus trabalhos. Caso contrário, teria que assumir a verdade.

Que coisa, não?

A mulher de um traficante entra na agência bancária, tenta realizar um saque com um documento falso e eles chamam a polícia.

Que feio, Itaú... Quanto racismo!!!

"É difícil acreditar que alguém está a dizer a verdade quando você sabe que mentiria se estivesse em seu lugar." (MENCKEN, Henry L.)

Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores.

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