2019 passou e contrariou 9 entre 10 “professores”, “jornalistas”, “artistas”, “cartomantes”, “quiromancistas”, “pitonisas” e “especialistas de plantão

2019 passou.

E contrariou 9 entre 10 “professores”, “jornalistas”, “artistas”, “cartomantes”, “quiromancistas”, “pitonisas”, “especialistas”… de plantão, cujas identidades públicas escamoteiam sua militância político-midiática, que vaticinavam a transformação do Brasil num combo ditatorial “fascista, racista, homofóbico, misógino”, por culpa existencial do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Frustraram-se. Mas não se envergonham. Como diria aquela “poetisa” da mandioca, “empenham-se em dobrar a meta”, para quadruplicar a frustração.

Entre os vaticínios dos militantes político-midiáticos para o ano de 2019, previa-se que os Direitos Humanos seriam extintos no Brasil. Nesta quadra, pelo que propagandeavam levianamente, minorias étnicas estariam aculturadas, igrejas não cristãs estariam fechadas, negros estariam escravizados, homossexuais estariam hospitalizados, mulheres estariam enclausuradas no lar...

Nada disso aconteceu, obviamente. A realidade insiste em desmanchar os seus vaticínios. Os Direitos Humanos, sem discriminação, sobretudo à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade, à segurança, os mais caros à sociedade brasileira, têm sido resgatados, promovidos e defendidos. Para desespero dos militantes político-midiáticos.

Eles não previram, por exemplo, que, em 2019, haveria drástica redução de crimes violentos no Brasil, especialmente assassinatos, que extinguem da sua vítima o mais elementar dos Direitos Humanos, a vida. O país teve 30.864 assassinatos nos nove primeiros meses do ano passado; houve 39.527 no mesmo período em 2018. Ou seja, 8.663 mortes a menos.

Alguma dúvida de que essas mortes a menos de brasileiros significam resgate, preservação e defesa de Direitos Humanos?

Surpreendidos pela obstinada realidade, entretanto, os militantes político-midiáticos, outrora travestidos de “pitonisas” ou congêneres, agora se investem de “cientistas”. Buscam, por todos os meios imaginativos, apontar motivos, causas, fatores que ensejaram a redução de tais crimes, desde que se afaste, categoricamente, sem nenhum estudo científico, alguma relação positiva com as políticas, programas e ações do governo do fascismo imaginário empossado pelos brasileiros em 1º de janeiro de 2019.

Nessa direção, não se pejam de afirmar que a aludida redução de crimes seria decorrência do Estatuto do Desarmamento, promulgado em 2003, o qual, assim, teria surtido eficácia apenas depois de 15 anos de sua vigência; período no qual, paradoxalmente, as ocorrências delitivas aumentaram ano após ano. Convenha-se, é necessária muita imaginação para estabelecer esse delay normativo de 15 anos.

De todo modo, embora não se tenha, ainda, determinado cientificamente o que ocasionou a mencionada redução de ocorrências criminosas, é observável que, a despeito de toda resistência militante político-midiática, a expressão pública do atual governo federal, como também de governos estaduais, valoriza as instituições de combate ao crime, sobretudo as forças policiais, e deslegitima política e socialmente os criminosos. Alvissareira mudança de paradigma.

Isso explica? Pode ser que sim, ou não. Todavia, somente com a realização de estudos verdadeiramente científicos, será possível estabelecer o que tem ocasionado a redução de crimes violentos no Brasil, iniciada em 2018, fortalecida em 2019, quiçá, continuada nos próximos anos.

Enquanto isso, o brasileiro comum, sem pedigree ideológico, que, durante décadas, teve pisoteados os seus Direitos Humanos, sentiu que está diminuindo o risco de sair de casa de manhã e não voltar para sua família ao final do dia.

Que assim seja! Também em 2020...

Texto de Ailton Benedito de Souza (Procurador da República em Goiás e exerce a função de Secretário de Direitos Humanos e Defesa Coletiva da Procuradoria-Geral da República)

da Redação

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