Santa Cruz se cala sobre encontro entre Gilmar, Dória e Maia, mas faz petição contra Bretas por evento com Bolsonaro

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representado pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, enviou uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo investigação sobre a conduta do juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro (RJ), Marcelo Bretas.

Na representação a OAB sustenta que as aparições de Bretas em eventos de natureza política marcadas pela “autopromoção” são vedadas pela Lei Orgânica da Magistratura.

No último fim de semana, a convite do presidente da República, Bretas participou da cerimônia de inauguração da alça que liga a ponte Rio-Niterói com a Linha Vermelha.

O texto assinado por Santa Cruz, ainda afirma que o magistrado não observou a Resolução nº 305/2019 do Conselho Nacional de Justiça.

“Demonstra simpatia e alinhamento político-partidário que compromete o conceito da sociedade em relação à independência e à imparcialidade do Poder Judiciário”, diz o texto.

A solicitação do presidente da OAB é curiosa e totalmente sem sentido, própria de suas ligações umbilicais com a esquerda e de seu distanciamento da própria categoria que deveria representar.

O magistrado compareceu a um evento acompanhando a maior autoridade do país. Ponto.

De outro lado, o presidente da OAB manteve absoluto silêncio sobre o encontro ‘político’ entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, com o governador João Dória e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

No malfadado jantar na residência oficial do presidente da Câmara, foram tratados assuntos políticos envolvendo o atual governo. Inclusive chegaram a um consenso ao afirmarem na mídia que o governo Bolsonaro se aproxima do “autoritarismo”.

Santa Cruz não desempenha a função de presidente da entidade dos advogados, mas sim de mero militante com inconfessáveis interesses políticos e ideológicos.

da Redação

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