O excesso de justiceiros sociais disfarçados de jornalistas destruiu a credibilidade dos maiores jornais do País

A parcialidade e decadência da imprensa

No último dia 19, o Senador Cid Gomes, do Ceará, tentou atropelar policiais militares em greve. Para isso, ele utilizou uma retroescavadeira. Os policiais reagiram e Cid levou dois tiros, aparentemente de balas de borracha.

Ainda que a greve de policiais militares seja ilegal, isso não dá ao Senador o direito de atropelar grevistas. Mas isso não parece ser importante para a maior parte da imprensa brasileira, que tem tratado o senador como vítima, ignorando completamente o fato de que ele poderia ter matado dezenas de pessoas.

Nos último dias, na Capital Paulista, a PM foi chamada pela direção de uma escola para retirar um marginal que tem histórico de violência contra professores e contra alunos. Nos maiores portais de notícias, o que se viu foi um vídeo editado e uma discussão sobre "violência policial" em vez do esclarecimento da ocorrência.

Na semana que antecedeu o carnaval, um jovem negro, gay e de origem pobre levou um soco dentro da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Sabe por que você não viu isso nos grandes portais sendo tratado como racismo, homofobia e genocídio dos jovens negros da periferia? Porque o jovem é o deputado Douglas Garcia, do Movimento Conservador e a agressora é a deputada Marcia Lia, do PT.

Agora imaginem se fosse Bolsonaro dando um soco em um deputado ou atropelando grevistas com um trator?

Bolsonaro não pode nem fazer piada, que a imprensa e os políticos tratam como se fosse uma "escalada autoritária contra a imprensa".

Para o cidadão comum, a imprensa se tornou tão podre e não confiável quanto a classe política, salvo raras e honrosas exceções.

Esse é o resultado dos cursos de jornalismo que formam justiceiros sociais em vez de profissionais.

Confira:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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