Professora de escola pública faz militância contra Bolsonaro e aluna processa o estado

Na cidade de Caçador, em Santa Catarina, um caso específico vem chamando a atenção. Uma jovem de 16 anos e sua mãe entraram na Justiça contra o estado em busca de reparação de danos, por ofensas de uma professora da rede estadual que doutrinava suas aulas com cunho político-ideológico.

Ambas alegam que sofreram com diversos ataques da professora e pedem como indenização R$ 50 mil cada.

Segundo os advogados que representam mãe e filha, as duas tiveram vários prejuízos por conta do comportamento antiprofissional, antiético e antijurídico da professora.

No processo há um série de episódios citados e inclusive uma gravação feita pela aluna durante uma aula em março de 2018. Na gravação em questão é possível observar no áudio captado, uma voz feminina proferindo críticas, ataques e insultando o - na época - candidato à presidência, Jair Bolsonaro.

“[Bolsonaro] se baseou na Bíblia para dizer que mulher só serve para ser estuprada, espancada e para limpar chão. [...] Então vocês têm que conversar com os pais de vocês em casa, pessoal, porque não existe a possibilidade de alguém apoiar [Bolsonaro]. Se apoiar um cara que diz que o estupro é legítimo, que o negro voltar pra senzala é legítimo”, diz o aúdio em questão.

Outra parte dos anexos são os relatos da aluna sobre a professora. Em uma carta escrita, ela afirma que foi ofendida diversas vezes por ser religiosa, em certa oportunidade a professora havia afirmado que pastores roubam dinheiro de fiéis.

“Me senti constrangida pelo fato de ser cristã, e meus colegas sabiam disso”, escreveu a jovem na carta.

Não bastando tudo isso, os advogados ainda reiteram que a docente espalhou a outros alunos que a jovem tinha Herpes.

Segundo o Ministério Público, o processo está em andamento.

da Redação

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