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As 4 virtudes cardeais e a imprensa brasileira, a personificação do mal

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A filha do Olavo de Carvalho deu uma entrevista à ‘IstoÉ’ falando mal do pai, contando intimidades asquerosas e vis, que beiram um romance de terror psicológico de péssima qualidade.

Um filho falar mal do pai publicamente (e privadamente também) vai contra tudo o que se tem de razoável; vai contra um Direito Natural, um “jus naturalis” - que é o preexistente aos próprios homens, e fundado em regras intransponíveis a qualquer civilização. Honrar pai e mãe é uma dessas regras (que, aliás, está no 4º mandamento).

Mas o mais grave ainda, disso tudo, é um veículo jornalístico servir de instrumento para possibilitar algo dessa natureza. Esse que é fato mais grave: a ‘IstoÉ’ colocar-se como a ferramenta para a reverberação de um ato de desonra de filho contra pai.

O que falta no Brasil é pessoas imbuídas de ética, e que levem a sério o fator moral nas decisões que tomam sobre os seus atos de livre-arbítrio (no caso, de publicar ou não publicar algo tão insidioso e pérfido como essa reportagem).

Falta, em suma, pessoas de virtude.

Aliás, sobre esse assunto, importante falar aqui no conceito das quatro virtudes cardeais, originados da filosofia de Platão, na obra “República”.

As 4 virtudes cardeais são:

- a prudência: sabedoria para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir;
- a justiça, como condição e vontade de dar a cada um o que é seu;
- a fortaleza, como a coragem e firmeza nas dificuldades;
- e a temperança, que é a moderação dos prazeres, que assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio.

Futuramente, o esquema de Platão foi adaptado pela Igreja Católica, inicialmente por Santo Ambrósio e Santo Agostinho, nos primórdios da Igreja, e depois por São Tomás de Aquino, no “medievo”, na construção de um ideal comportamental cristão, como ensina a Teologia, dentro desse “resumo mais do que resumido” que eu fiz acima.

Mas isso é outra história, outro assunto.

O que quero ressalvar é que falta ao Brasil (e ao mundo também) pessoas de virtude, que levem a prudência como um verdadeiro valor de “régua e medida” na escolha dos meios para se atingir um fim.

Que a filha de Olavo de Carvalho comete um ato imoral gravíssimo não há dúvida. Mas o pior mesmo é a ‘IstoÉ’ prestar-se a servir como amplificador do ato, ao transformar em notícia de mídia ou reportagem jornalistica algo dessa natureza e desse jaez.

Matérias maledicentes e criminosas como a que sistematicamente fazem sobre Jair Bolsonaro e sua família, e outras tantas em sentido igual, e essa de agora sobre a filha de Olavo de Carvalho onde ela “destrói” o pai, comprovam que a imprensa brasileira é a personificação do Mal.

Ela é, de fato, o Mal em toda a sua essência e plenitude.

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