Diretor da UnB sofre ameaças de morte por tentar coibir o tráfico de drogas - Saiba como ‘nossas Universidades se tornaram centros de drogas’...

Recentemente uma notícia passou (creio que de forma intencional) despercebida pela grande mídia: Após demandar a demolição da chamada “Pracinha da FAU”, localizada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, seu diretor passou a sofrer ameaças de morte. Mesmo tendo tomado as medidas cabíveis, como solicitar providências à Polícia Federal, sua preocupação é adequada à situação e, certamente, compreensível. Ele teme pela sua vida, bem como pela segurança de sua família.

Mas a questão é: O que o levou a demandar a demolição de tal pracinha? O que levaria o diretor de uma unidade da UnB a solicitar uma medida tão radical?

Ora, eis que aqui estamos diante da questão central que em nossas universidades se quer calar, a saber, a do tráfico (e uso) de drogas que ocorre em seus Campi. Isso porque o que o motivou a tomar essa decisão drástica (e correta) foi o fato de tal pracinha ser um centro para o tráfico de drogas.

Lembro que ainda hoje muitos atacam nosso Ministro da Educação em virtude de suas falas sinceras, nas quais ele afirmava o que poucos ousam afirmar (e que a maioria, enfatizo, sabe), isto é, ‘que as universidades federais se tornaram centros de drogas’.

Sim! Nossas universidades, que deveriam ser centros de excelência na promoção da prosperidade (material e “espiritual”), se tornaram, lamentavelmente, degradados botequins nos quais se compra e usa drogas.

São muitas as “bocas de fumo” em nossas universidades, como a situação descrita acima revela de forma incontendível.

Aliás, a tal “pracinha” (ressalto: no interior de uma universidade federal – da UnB) era um dos principais pontos de tráfico de drogas do Distrito Federal.

Ou seja, não era usada apenas pelos pseudo estudantes que custam milhares de reais por mês aos cofres públicos (tomados dos pagadores de impostos), mas também por traficantes, viciados, etc.

Há comentários que indicam que era comum, inclusive, sujeitos (criminosos) com tornozeleiras eletrônicas circularem livremente por lá. E certamente não o faziam na expectativa de se integrarem a uma vida universitária de estudos.

Ou seja, todos aqueles que a esquerda admira e protege, suas “mascotes”, circulavam pela tal pracinha: vândalos, pichadores, dissolutos, indolentes, toxicômanos, pervertidos, vagabundos, criminosos os mais diversos, etc, faziam parte do ambiente “diverso”, “plural”, “inclusivo”, da tal pracinha.

E tais “mascotes” nós as encontramos circulando pelas mais diversas universidades federais. Uma rápida visita a uma universidade federal, especialmente aos seus centros de “humanidades”, instanciarão o que estou dizendo.

Vejam algumas imagens aqui:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11784/o-discurso-da-diversidade-e-o-vilipendio-da-universidade

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11853/como-as-universidades-se-tornaram-uma-ameaca-ao-bem-estar-publico

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/13342/eu-universidade-publica-drogada-e-prostituida

Mas como uma situação como essa se consolidou em nossas universidades?

Ora, a resposta é simples. A mentalidade esquerdista tomou, paciente e resolutamente, os espaços em nossos meios educacionais (dentre outros), inclusive em nossas universidades e suas administrações.

Desde nossas instituições de ensino superior tal mentalidade defende pautas bem específicas (das quais suponho – em verdade espero - que a maioria discorde), como a liberação do uso de drogas (e outras, como multiculturalismo, relativismo, promiscuidade, políticas identitárias, intervencionismo econômico, aborto, e tudo aquilo que cause danos aos pilares civilizacionais). Dessa forma, nossas universidades se afastaram de sua “alma”, de seu propósito originário, qual seja, da promoção da prosperidade (material e “espiritual”).

Nesse sentido, elas “adotaram” como “mascotes” todos aqueles que, de alguma forma, possam causar a destruição do tecido social moral que se consolidou ao longo de milênios de experiência.

Aliás, eu já havia abordado esse ponto aqui:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/12577/crime-e-virtude-a-esquerda-e-seu-amor-pelo-criminoso-e-sua-rejeicao-ao-virtuoso

Assim, dado que nossas universidades têm sido geridas pela esquerda, compreende-se, então, qual a razão para o acobertamento dessas situações, as quais são evidentes para aqueles que transitam em uma universidade federal.

Ouso, pois, afirmar que os gestores de nossas universidades têm sido, em virtude de seu vínculo com partidos de esquerda, ao menos coniventes com esse tipo de situação (ao não tomarem medidas extremas contra elas).

Sob as ideias de “autonomia universitária” e “liberdade de cátedra” vemos a defesa de posições partidárias e ideológicas em particular, especialmente contra a “Liberdade”, tal como ocorre na situação do referido diretor, ameaçado de morte por traficantes e por pseudo estudantes toxicômanos (a propósito, até esse momento não vi qualquer nota da administração da UnB em solidariedade a ele – o que parece sugerir de que lado a UnB está).

Colocado de outra maneira, nossas Universidades têm usado como uma espécie de “trunfo” a ideia “autonomia universitária”, e isso para justificar, dentre outras coisas, a criminalidade e a desordem em seus Campi (nos quais a polícia não é bem vinda).

Noutros termos, é como se as universidades fossem realidades à parte da realidade, geridas por seus próprios princípios, realidades nas quais não vigem as leis expressas em nossos códigos.

Portanto, não se iludam: a defesa da “autonomia universitária” (assim como da “liberdade de cátedra”) nunca pretendeu assegurar a real diversidade (uma estimável diversidade de ideias): ela visa justamente o oposto, a saber, garantir a hegemonia da tradicional visão esquerdista (trato disso, por exemplo, nesse artigo: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11802/a-universidade-e-sua-rejeicao-seletiva-da-intolerancia).

Dito de outra forma, o uso desses “trunfos” visa assegurar que estudantes, professores, servidores, gestores, possam continuar seu proselitismo político vulgar desde dentro de nossos Campi, inclusive vilipendiando qualquer um que a eles se oponha, chamando a esses últimos, por exemplo, de ‘fascistas’, como ocorre em um pôster espalhado recentemente pela UnB por toxicômanos e traficantes (atacando o movimento ‘Docentes pela Liberdade’ – DPL).

Não apenas isso, qualquer posição que lhes seja contrária é colocada sob a denominação “fascismo”. Logo, do ponto de vista dessa mentalidade alguém que toma medidas para coibir o tráfico e uso de drogas dentro da universidade, visando resgatar seu papel para a prosperidade, é chamado de “fascista”. Tal vem ocorrendo não apenas com aqueles que querem pôr fim a esse vilipêndio da universidade, mas mesmo com aqueles que querem elevar o nível do ensino e da pesquisa, ambos (ensino e pesquisa) degenerados após as políticas do PT para a educação.

Dessa maneira, com a evocação dos “trunfos” acima, nossos gestores têm pretendido assegurar, pois, não sua ‘Liberdade’, mas sua ‘licenciosidade’. Faço essa distinção a partir de John Locke, o qual, no seu “Segundo Tratado sobre o Governo civil”, afirma: “a liberdade não é como nos dizem: licença para qualquer um fazer o que bem lhe apraz – porquanto quem estaria livre, se o capricho de qualquer outra pessoa pudesse dominá-lo?”

Portanto, à luz dessa distinção podemos observar que nossas Universidades (que até recentemente não tinham enfrentado oposição alguma) subitamente passaram a recorrer, desesperadamente, às ideias de “autonomia” e “liberdade” com o propósito seja de conter o avanço da diversidade, seja de sustentar de maneira ainda mais explícita sua agenda. Essa talvez seja sua ‘ultima ratio regum’ para tentar impedir a real diversidade (e liberdade), a qual está, contudo (felizmente), crescendo dentro de nossos Campi (algo observável no aumento do número de estudantes liberais e conservadores, mesmo nas “humanidades”), como o demonstra o crescimento de movimentos como o DPL. Mas o ponto levantado pela distinção proposta por Locke nos mostra precisamente em que medida nossas Universidades são, ainda, uma ameaça à liberdade (como expus aqui: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11853/como-as-universidades-se-tornaram-uma-ameaca-ao-bem-estar-publico).

Dado nelas viger a ‘licenciosidade’, o que temos, então, é a defesa de posições fundadas nos caprichos, ideologias e vícios pessoais de alguns, os quais, aliás, por décadas alastraram-se sequiosamente dentro de nossas Universidades, inicialmente nas ‘humanidades’, mas posteriormente fazendo metástase e avançando por outros departamentos até, finalmente, chegarem à administração de nossas reitorias, sindicatos, centros acadêmicos, etc (não causa espanto, portanto, que a maioria de nossos gestores ou é filiada a partidos de esquerda ou os apoia declaradamente). Nesse sentido, ao promoverem a ‘licenciosidade’, nossos gestores, professores e estudantes incorrem no problema que Locke já havia percebido, a saber, o problema da tirania de alguns sobre os demais (“quem estaria livre se o capricho de qualquer outra pessoa pudesse dominá-lo?”).

Dessa maneira, quando falamos em “autonomia universitária” e “liberdade de cátedra” temos em mente que a Universidade deveria estar imersa na busca pela verdade, o que envolveria ela estar focada também no desenvolvimento das capacidades cognitivas (e morais) dos estudantes, especialmente em seu aperfeiçoamento mediante o estudo. Não à toa as Universidades mais antigas do mundo tinham como lemas, por exemplo, “Dominus Illuminatio Mea” (Universidade de Oxford), “Alma Mater Studiorum” (Universidade de Bolonha). Originalmente elas estavam intituladas para a verdade, para a busca pelo conhecimento em suas diversas formas, o que assegurou, inclusive, nosso progresso material e “espiritual”, progresso hoje surpreendentemente ameaçado pelas nossas Universidades mesmas.

Assim, somente quando visando ao seu propósito originário, qual seja, a busca pela “iluminação mediante o conhecimento”, faz sentido falarmos em “autonomia universitária” e em “liberdade de cátedra”. No atual estado de coisas, evocar essas ideias é disfarçar sob elas a ‘licenciosidade’ da qual nos falava Locke. Além disso, uma instituição que ignora a distinção entre ‘liberdade’ e ‘licenciosidade’ muito provavelmente irá fomentar a tirania de alguns sobre os demais, algo evidenciado especialmente nos últimos anos, ao longo dos quais testemunhamos, desde dentro de nossas Universidades, diversas agressões à liberdade individual, seja à liberdade de expressão seja à liberdade em suas outras formas. Ou seja, nossas Universidades têm sido reiteradamente “violentadas” por uma minoria que as tem instrumentalizado não com vistas à verdade, à busca pelo conhecimento, mas para a implantação de ideias hostis aos pilares civilizacionais e à Universidade mesma.

E um dos pilares civilizacionais ameaçados pelas nossas Universidades é justamente a liberdade, a qual segue sendo assaltada sordidamente inclusive com apoio institucional (como exponho no artigo acima referido, sobre a ‘rejeição seletiva da intolerância’). Observem que nossas Universidades (bem como sindicatos, centros acadêmicos, etc) têm anunciado, por exemplo, que são “resistência”. Isso significa dizer que persistirão em sua luta contra o “fascismo”, contra o “neoliberalismo”, etc. Ou seja, sob o pretexto de lutar contra inimigos imaginários criados por elas mesmas, nossas Universidades seguirão resolutamente sua batalha contra os valores e instituições que assentaram as bases da civilização ocidental e de nossas benesses (materiais e “espirituais”/morais), o que inclui, também, insisto, a liberdade. Portanto, ou o novo governo atua de forma enérgica sobre nossas Universidades, visando à proteção de valores dentre os quais o de liberdade, ou seguiremos observando nossas Universidades “resistindo”, isto é, sendo instrumentalizadas para a defesa de ideias ineficientes, sem espaço para a real diversidade e para a liberdade, ou seja, para a defesa de ideias (como aquelas propostas pelo programa ‘Future-se’) que, se implementadas, serão causa de prosperidade em nossas Universidades em específico e, consequentemente, na sociedade civil de uma maneira mais abrangente. Colocado em outros termos, o Governo (especialmente a partir de seu Ministro da Educação) precisa vigorosa e virtuosamente fomentar a “liberdade” para, assim, protegê-la da “licenciosidade acadêmica” que tem se espraiado pelas nossas Universidades. É preciso que o Governo atue de forma exemplar para que universidades como a UnB não continuem permitindo, sob o mantra “autonomia universitária”, o crime e a desordem em seus Campi.

(Texto de Carlos Adriano Ferraz. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). Atualmente é professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, no qual orienta dissertações e teses com foco em ética, filosofia política e filosofia do direito)

da Redação

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