Ao contrário de "vacina" falsa de Cuba, instituto Israelense pretende testar vacina contra o Coronavírus em 90 dias (veja o vídeo)

Na última semana, alguns figurões da política, membros da isentosfera e simpatizantes de diversas falanges da esquerda brasileira repercutiram uma notícia falsa sobre uma suposta vacina cubana que teria "curado" centenas de pessoas infectadas com o Covid-19. Pura ficção ideopata, é óbvio. Entretanto, apesar do oportunismo de alguns para obter lucros políticos com a tragédia que se abate sobre o mundo, há quem trabalhe seriamente para obter uma solução real.

Cientistas israelenses estão desenvolvendo uma vacina contra o coronavírus que poderá ser testada em breve em humanos.

O Migal Galilee Research Institute trabalha há quatro anos em uma vacina que possa ser personalizada para vários vírus. O estudo utilizava o vírus da bronquite infecciosa como base, mas assim que o Covid-19 varreu a China, os pesquisadores perceberam que poderiam adaptar o trabalho para combater o novo vírus.

Chen Katz, líder do Grupo de Biotecnologia do Instituto, anunciou no dia 27 de fevereiro que a vacina pode estar pronta para testes em humanos em 90 dias. Ele afirma que o prazo é realista pois o trabalho não está começando do zero, mas se apoiando em quatro anos de estudos e desenvolvimento, e que a vacina precisa apenas ser "personalizada" para combater o Covid-19.

A equipe de pesquisa, especializada nas áreas de biotecnologia, meio ambiente e agricultura, afirma que ela pode ser modificada para uso em seres humanos devido a uma estrutura de DNA semelhante no vírus que se espalhou da China.

Katz afirma que a vacina deve ser fornecida em forma de um spray que deve ser borrifado na boca. A ideia é que o spray funcione como uma dupla barreira contra o vírus, ativando uma resposta imunológica nas mucosas da boca que impedem a entrada do vírus no organismo e impedindo sua proliferação caso ele ultrapasse a primeira barreira. Entretanto, a vacina deve levar cerca de duas semanas para ter os efeitos garantidos e não serve para combater o vírus em pessoas já infectadas.

No total, 260 pesquisadores e 80 médicos participam do projeto.

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da Redação

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