O oportunismo no Brasil precisa ser contido: Gente indecente que usa a desgraça para dar vazão ao que há de pior dentro delas

Existe uma coisa muito pior que a propagação de um vírus, que uma guerra ou que uma catástrofe: O OPORTUNISMO.

Eu falo do oportunismo de gente indecente, descarada, malandra que definitivamente usa as desgraças como canais para dar vazão ao que há de pior dentro delas

Não há um ranking para classificarmos essa gente, pois se assim fosse, estaríamos validando o "menos pior", quando o mal é o mal em sua essência e não como classificá-lo. Logo a ordem dos que aparecerão aqui não torna um melhor que o outro.

Vamos começar pelos jornalistas que usam do sensacionalismo barato ou do viés ideológico para destilar seus venenos e potencializar os males que as próprias desgraças já trazem. Essa gente imunda não tem limites e parecem desprezar completamente os sofrimentos alheios.

Emissoras de televisão como a Rede Globo, jornais como Folha de S.Paulo, bloguetes como Brasil 247 e toda a corja de gente mau caráter que orbita em volta desses lixos contribuem e muito para a degradação de um país que já sofre com um problema seríssimo, e o interessante é que ninguém toma uma providência contra eles.

Talvez com base num dito popular que diz que "onde todos choram há quem venda lenço", comerciantes bandidos aproveitam para lucrar em cima do medo, do desespero, da tristeza e das mazelas alheias. Em virtude da pandemia causada pelo coronavírus, estamos vendo uma escalada nos preços de coisas como álcool em gel, máscaras e luvas, essenciais para a proteção das pessoas.

Justificam o seu desprezível oportunismo na lei da oferta e da procura, mas acredito que num momento excepcional como o que vivemos, até o mais fiel defensor do liberalismo econômico haverá de concordar comigo que a prática da exploração na desgraça é um ato criminoso, e que esse caso impõe ao governo a necessidade de uma intervenção, com um tabelamento de preços. Além disso, sérias sanções devem ser aplicadas àqueles que burlarem o tabelamento.

Quando alguma epidemia está em curso e há falta de vacinas, geralmente entram as clínicas particulares que cobram preços exorbitantes por uma dose. Outro ato desumano de exploração da desgraça.

Lembro quando em 2011 os temporais atingiram a região serrana do Rio de Janeiro, castigando duramente as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, causando inúmeros deslizamentos que soterraram casas, deixando 35 mil desabrigados e um número até hoje não calculado de mortos, mas que inicialmente estimava-se em 900.

Naquela ocasião brasileiros de todas as partes do país se mobilizaram numa enorme campanha de solidariedade e, sensibilizados, enviaram fardos d'água mineral, roupas, cobertores e alimentos não perecíveis, Não demorou e parte dessa carga, em vez de ser levada para doação, estava sendo desviada por criminosos e vendida por comerciantes pilantras.

Finalmente, não menos piores que os anteriores estão os políticos que se aproveitam das tragédias para fazerem autopromoção, com a finalidade de obterem dividendos políticos. São canalhas, e dentre esses eu cito o Rodrigo Maia e outros da mesma laia, corja ou estirpe política.

Para finalizar o texto, realmente não sabemos como é que um país que tem uma justiça que por si só já é uma tragédia perene poderia resolver essa situação, mas o fato é que a população precisa reagir de alguma forma, colocando toda essa canalhada no seu devido lugar.

O primeiro passo está numa completa remodelação do Congresso Nacional, tirando os velhos lobos viciados da política e colocando gente séria e disposta a reformular rapidamente nossas Leis, e sobretudo com coragem para cassar do Judiciário o poder supremo do qual ele se vê dotado, assim como criar Leis que permitam o expurgo daqueles que lá estão. Só assim haverá a efetividade na aplicação de também novas Leis que criminalizem seriamente os que se aproveitam das tragédias, seja quem for: Jornalistas, comerciantes ou políticos.

Enquanto isso não for feito, os aproveitadores, oportunistas e arautos da desgraça continuarão nadando de braçada na impunidade.

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