Bolsonaro explica porque o “pânico” agrava ainda mais a pandemia (veja o vídeo)

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 20, na saída do Palácio da Alvorada, tratou de explicar com exatidão sua tentativa de acalmar a população sobre a pandemia de coronavírus que chegou ao país.

Bolsonaro afirmou que o mais importante no momento é o povo não cair no desespero, pois, segundo acredita, irá piorar ainda mais a situação.

“Vocês tem levado pro lado como se eu tivesse despreocupado, [não podemos] levar para o extremismo. [...] Pessoas estão preocupadas porque estão [trancadas] em casa e não tem nem como vender um mariola no sinal, o pessoal da informalidade tá em casa, estão numa situação complicada, vai faltar alimentos para eles”, disse o presidente.

O chefe do Executivo salientou que o governo está tomando medidas para combater as causas do surto na economia e na alimentação da sociedade. Entre as iniciativas está um ‘voucher’ de R$ 200,00 e também acertou com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que como os alunos estão em casa, a alimentação que seria na escola está sendo direcionada às famílias desses estudantes.

“Nós estamos fazendo todo o possível para vencer esse problema. Mas eu - como chefe de estado - não posso sair gritando por aí: - Vai morrer todo mundo, não tem jeito. Não podemos entrar nessa situação do pânico, pois piora a situação do Brasil”, exclamou Bolsonaro.

O presidente ainda disse que existem governadores que estão tomando medidas extremas que não competem a eles, que na teoria parecem positivas, mas no contexto geral podem prejudicar.

“O comércio para e o pessoal não tem o que comer. Em alguns casos o vírus mata sim, mas muitas mortes terão sem comida, [pois] uma pessoa com uma alimentação deficitária é mais propensa a pegar o vírus e complicar a sua situação sanitária e levando até a óbito”, alertou.
E finalizou:
"Precisamos nos unir, 'todos' sem exceção."

Confira:

da Redação

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