A trajetória do Coronavírus, a evidente culpa da China e o pedido de desculpas de um “traidor”

Em dezembro, o médico Li WenLiang, o primeiro a identificar a Covid-19, foi preso pelo Partido Comunista Chinês, 4 dias após pedir orientações a colegas em um grupo privado na internet.

Li foi levado ao Escritório de Segurança Pública do PCC e "interrogado" por 18 horas.

Para poder sair "livre", foi obrigado a assinar um documento que o acusava de divulgar informações falsas e perturbar a ordem social.

Li morreu em fevereiro, vítima do Coronavírus, questionando porque o PCC ainda divulgava que não haviam médicos infectados.

Não bastasse isso, em 14 de janeiro, o PCC enviou uma nota à OMS afirmando que o vírus não era transmissível entre humanos, mesmo já havendo milhares de internados no país pela doença.

Em seguida, conforme a doença se espalhava, ela atraia a atenção dos jornalistas que, percebam, começaram a "evaporar".

Sabe-se que, pelo menos, 12 jornalistas que tentaram cobrir o surto em Wuhan simplesmente sumiram do mapa sem deixar rastros.

Li Zehua, jornalista que postou vídeos de locais infectados, chegou a fazer uma transmissão ao vivo pela internet enquanto era perseguido em alta velocidade pela polícia do PCC. Nunca mais foi visto depois da transmissão.

Chen Qiushi, jornalista que mostrou que, enquanto o PCC falava para o mundo que o vírus não era nada de mais, milhares de pessoas agonizavam em hospitais no país, também desapareceu do nada.

A verdade está posta: o PCC calou e matou mais de uma dezena de pessoas que tentaram alertar o país e o mundo para a gravidade da situação, fazendo todos perderem SEMANAS na adoção de medidas de defesa que poderiam ter barrado completamente a disseminação do vírus pelo mundo todo.

Mas ai de você, ai do Eduardo Bolsonaro, falar que a China tem culpa no cartório.

E ai de você, seu teórico da conspiração lunático. Só porque o Centro Chinês de Pesquisas de Armas Biológicas fica em Wuhan? Você não pode levantar hipóteses absurdas como a de que, mesmo o vírus tendo surgido naturalmente, ele pudesse ser mantido em ambiente controlado por um órgão dessa espécie - não que eu acredite nisso, mas para ilustrar as críticas aos "teóricos da conspiração".

Afinal, não é como se a China estudasse esses vírus desde 2003, após o controle da SARS e, pela forma como o PCC agiu para ocultar o problema, tivesse um interesse em que isso não chegasse aos olhos do mundo.

Agora, fique bem quietinho quando Wang Yi, Ministro dos Negócios Estrangeiros da China falar que o vírus é uma arma biológica plantada em Wuhan pelos EUA, essa sim é uma hipótese ponderada, provável e nem um pouco conspiratória.

O ‘bundamolismo’ do Ocidente em tratar com os psicopatas chineses é nauseante a ponto de me levar a pensar que MERECEMOS uma tragédia dessas.

Parece que apenas o caos pelo qual passaremos pode trazer de volta o juízo e a noção de que o mundo não é o pão com mumu que pensam os políticos que até ontem achavam que o nosso maior problema era não termos “políticas de gênero bem definidas”.

Finalmente será escancarada a inutilidade de gente como Maria do Rosário, Marcelo Freixo e Talíria Petrone.

Gente que, sem ter problemas reais para enfrentar, podia parasitar o sistema bostejando tudo que era pseudoproblema irrelevante por aí.

Finalmente essa gente vai descobrir o que é "opressão" de verdade, o que é ficar "livre dos patrões".

Boa sorte, seus fdp.

“Desculpa, China. Assinado, Rodrigo Maia”. Vagabundo, traidor.

Otto Dantas

Articulista

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