Biologia e Política: Por que os mais fracos (e menos aptos) tendem a ser simpáticos a ideias socialistas?

24/03/2020 às 08:49 Ler na área do assinante

Frequentemente me vejo diante de uma questão delicada e, especialmente em nosso atual contexto, “politicamente incorreta”, a saber: Qual a razão de, em geral, os indivíduos de esquerda parecerem menos atraentes, descuidados com a higiene pessoal, fisicamente fracos, etc?

Embora não toquemos frequentemente nesse ponto, é evidente que essa questão, de alguma forma, costuma nos ocorrer, especialmente quando vemos uma manifestação da esquerda (e de seus subgrupos, sindicatos, etc) ou, ainda, quando visitamos aqueles locais em que a esquerda tem predominado, como nossos Campi universitários (particularmente em algum Campus na área das ‘Humanidades’) especialmente (mas não apenas) em Universidades subsidiadas pelos pagadores de impostos.

Em suma, dado se tratar de algo generalizado, parece haver alguma explicação mais profunda para esse fato, não é mesmo?

Parece pouco provável que se trate apenas de uma “coincidência”.

Noutros termos, talvez exista alguma explicação para o baixíssimo grau de autoestima que encontramos na esquerda em geral e em seus grupelhos em particular.

Autores como Mises e Hayek nos deram uma pista, insistindo que um dos traços do esquerdista é o ‘ressentimento’, um sentimento que o leva à inveja, ao rancor e, por fim, a tentar tomar aquilo que o indivíduo excelente conquistou por mérito próprio. Daí seu apego doentio ao Estado, uma espécie de “mãe generosa” que faz “justiça” assegurando que os perdedores poderão tomar parte daquilo que o indivíduo excelente conquistou e produziu.

Mas pensemos por um instante no que ocorre nas Universidades. Em geral, quando nos referimos a um Campus na área das ‘Humanidades’ (tradicionalmente “lar” da esquerda), a primeira imagem que vem à mente das pessoas é um local repleto de sujeitos sujos, feios, fétidos, maltrapilhos ... ‘posers de mendigos’ (dado muitos pertencerem a família bastadas) que se autovandalizam e que não diferem (em muitos aspectos) significativamente dos cães de rua que geralmente estão à sua volta. Embora essa imagem não espelhe toda a realidade, certamente ela oblitera as exceções a essa regra.

Mas, volto à questão inicial: Há alguma justificação que explique esse padrão que podemos observar empiricamente?

Com efeito, algumas explicações para esse fato, o qual podemos observar na prática, têm surgido especialmente em áreas como as da psicologia e da antropologia evolutivas.

Nesse sentido, recentemente li alguns artigos nos quais são expostas pesquisas reveladoras, a meu ver indisputáveis, as quais oferecem explicações científicas para nossas impressões de senso comum.

Por exemplo, cito aqui as seguintes: “Muscularity and attractiveness as predictors of human egalitarianism” (2010), “The Effects of Physical Attractiveness on Political Beliefs” (2017), “The Ancestral Logic of Politics: Upper-Body Strength Regulates Men’s Assertion of Self-Interest Over Economic Redistribution” (2012), “Is sociopolitical egalitarianism related to bodily and facial formidability in men?” (2017) “The right look: Conservative politicians look better and voters reward it”.

Cito apenas algumas das diversas que têm lançado recentemente alguma luz sobre essa questão, nos mostrando que a biologia afeta também o comportamento político. Certamente são pesquisas que geram alguma polêmica. Afinal, a natureza e a biologia não são “politicamente corretas”, tampouco sensíveis às nossas suscetibilidades. Logo, eventualmente elas “ofendem”, “magoam” (o que explica a razão de a esquerda frequentemente negar os fatos e defender sua torpe ideia de “construção”, como se não houvesse fatos objetivos)

Assim, embora ofensivas para a esquerda, as pesquisas acima referidas nos ajudam a compreender o ressentimento que está por detrás de sua mentalidade, um ressentimento que na maior parte das vezes leva à patologia e a danos ao Bem Comum.

Mas vamos a alguns dos achados feitos nessas pesquisas.

Tendo como objeto de estudo milhares de indivíduos, algumas descobertas reveladas nessas pesquisas nos fazem refletir sobre aquela questão colocada, de largada, nesse texto. Por exemplo, pesquisadores coletaram dados acerca do tamanho do bíceps e do status social de homens, bem como sua posição acerca de políticas redistributivas (nos USA, na Argentina e na Dinamarca). Os dados revelaram que, “a despeito do fato de os USA, a Dinamarca e a Argentina terem sistemas de bem estar social bem diferentes, mesmo assim vemos que – no nível psicológico – os indivíduos pensam exatamente do mesmo modo sobre o sistema de bem estar social.

Nos três países os homens fisicamente mais fortes buscam determinadamente o autointeresse em detrimento da redistribuição” (ver: “The Ancestral Logic of Politics: Upper-Body Strength Regulates Men’s Assertion of Self-Interest Over Economic Redistribution”). Em outro dos estudos citados (“Muscularity and attractiveness as predictors of human egalitarianism”), foram mensurados os ombros, o peito e o bíceps de mais de cem participantes (homens), bem como foi solicitado que eles apertassem com força um dinamômetro (para mensurar sua força).

Quando os pesquisadores compararam as medidas dos homens (e sua força) com suas concepções econômicas, descobriram que os mais fracos eram menos dominantes socialmente, bem como mais inclinados a políticas igualitárias (redistributivas).

Dito de forma mais crua: os mais fracos (e menos aptos) tendem a ser simpáticos a ideias socialistas (são os chamados “justiceiros sociais”). Ou seja, em termos nada científicos, o socialismo é uma ideologia plenamente adequada aos fracos e fracassados, bem como àqueles com graves problemas de autoestima (imagino que aqui muitos tenham em mente manifestações de feministas radicais, as quais não apenas negam a feminilidade, mas se submetem a uma masculinização e, mesmo, a uma reificação).

Uma das razões certamente é evolutiva: em nosso passado distante, o tamanho dos homens determinava seu status e seus recursos, de tal forma que homens maiores estavam em melhor posição em um sistema do tipo “sobrevivência do mais apto”.

Embora a biologia, especialmente a teoria evolutiva, não esgote o conhecimento do homem, ela certamente esclarece muito sobre nossos corpos e sobre nosso comportamento, inclusive no âmbito político, nos oferecendo pistas para compreendermos que existe, sim, uma correlação entre as posições políticas dos indivíduos e seus aspectos físicos que impactam em sua autoestima (algo sobejamente demonstrado pelas pesquisas que cito).

Adentrando um pouco mais na questão, na pesquisa intitulada “The Effects of Physical Attractiveness on Political Beliefs”, Rolfe Peterson afirma que “existe uma boa razão para acreditar que a atratividade física dos indivíduos pode alterar seus valores políticos e visões de mundo”. Se não bastasse isso, alguns desses estudos (“The right look: Conservative politicians look better and voters reward it”; “The Effects of Physical Attractiveness on Political Beliefs”) também revelam que indivíduos mais atraentes são mais propensos a se considerarem conservadores e eleitores do partido Republicano (USA). Conforme Rolfe Peterson: “Descobrimos que indivíduos mais atraentes são mais propensos a relatar altos níveis de eficiência política, se identificar como conservadores e como Republicanos”.

De acordo com suas descobertas (e dos demais pesquisadores envolvidos nas pesquisas), pessoas atraentes tendem a se identificar com a ‘direita’ porque possuem melhores habilidades sociais, são mais competentes e inteligentes. É interessante notar, também, que esses estudos mostram que quanto mais alguém se julga atraente, tanto menos ela se inclina à esquerda e a políticas igualitárias.

O que temos, aqui, obviamente, é uma correlação de dados, não causação. Não obstante, é interessante observar que há algo por detrás das ideias socialistas, algo de caráter biológico, psicológico ou, mesmo, patológico.

Com efeito, estudos como os citados acima explicam algo que sabemos intuitivamente, isto é, que a esquerda é o lar daqueles que, por questões biológicas, têm sérios problemas de autoestima.

Mas esse é um problema que não fica restrito a eles: Disso advêm alguns problemas com impacto social.

Um dos principais é que essa mesma mentalidade patológica tende a enaltecer não apenas o fracasso (rejeitando as causas de nossa prosperidade), mas os fracassados (que eles denominam de “vítimas”).

Na verdade, a esquerda (sobretudo na mídia, no meio artístico e nas Universidades) sequestra para seu uso todo indivíduo ou grupo que, de alguma maneira, sirva como instrumento de corrupção dos valores assentados pela civilização ocidental, especialmente os de “prosperidade” e “mérito”.

Dado seu projeto corruptor, essa mesma mentalidade esquerdista, inerentemente patológica e ainda hegemônica em nossas universidades, meio artístico e mídia, sequestra todos os que agem (por infelicidade, acidente, ou, mesmo, intencionalidade e maldade) contra a sociedade, seus valores e suas instituições. Todos o que rejeitam os valores fundamentais da sociedade (liberdade, prosperidade, mérito, etc) são cooptados pela esquerda: toxicômanos, pervertidos, vagabundos, criminosos os mais diversos, corruptos, estupradores, assassinos, assaltantes, ditadores, etc.

Em comum todos esses indivíduos têm como característica a aversão aos pilares da civilização ocidental, de tal forma que eles trabalham diuturnamente para corromper nossos valores e instituições. Por essa razão está na agenda esquerdista destruir o livre mercado, a liberdade em suas diversas expressões (como a liberdade de expressão, por exemplo), a família dita “tradicional” (homem, mulher e filhos oriundos dessa relação), a ascensão pelo mérito, a beleza, os valores morais (tudo aquilo que passou no que o filósofo Russell Kirk chamou de “princípio da consagração pelo uso”), o empreendedorismo, etc.

Mas observem que por detrás dessa mentalidade que visa causar a dissolução social estão indivíduos com sérios problemas de autoestima, sujeitos profundamente ressentidos.

Há, pois, uma correlação entre a biologia (e a psicologia) e a política. Nesse momento vemos, por exemplo, diversas tentativas de se pôr fim ao Governo Bolsonaro, tentativas repulsivas que se aproveitam de uma crise (pandemia do coronavírus) que está ceifando milhares de vida pelo mundo para desestabilizar a atual administração, a qual está focada sobretudo em valores como liberdade, meritocracia, empreendedorismo, valores morais, livre mercado, etc. Dessa forma, não surpreende que tenhamos “juristas”, “professores”, “artistas”, etc, exigindo o “fim do governo Bolsonaro”. Motivados por sérios problemas de ordem mental (causados, como o mostram as pesquisas citadas, por um terrível problema de autoestima), o que eles desejam é o fim do ocidente e de todas as nossas benesses (mediante a destruição das causas de nossa riqueza). Em resumo, aqueles que aderem a ideias socialistas querem, dada sua inerente infelicidade, o fim da felicidade para todos. Não são apenas ressentidos: São malignos.

(Carlos Adriano Ferraz. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). Atualmente é professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, no qual orienta dissertações e teses com foco em ética, filosofia política e filosofia do direito)

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