O mal é inerente à esquerda

O mal que os homens fazem sobrevive a eles; o bem geralmente é sepultado com seus ossos”. William Shakespeare (Julius Caesar)

Imagino que a maioria já tenha se perguntado: Como podem pessoas (muitas delas em nossas universidades) enaltecerem regimes genocidas e seus líderes assassinos?

O que leva pessoas a exaltarem sujeitos como Stalin, Pol Pot, Mao Tse-Tung, Fidel Castro, Kim Jong-il (e atualmente seu filho, Kim Jong-um), bem como os mais recentes Jiang Zemin e seus sucessores, Hu Jintao e Xi Jinping (e, geograficamente bem próximo a nós, Nicolás Maduro)?

Todos eles, em alguma medida, são responsáveis pelo sofrimento e morte de milhões. Criação de campos de concentração, tortura, as mais perversas formas de causar martírio (inclusive em seu próprio povo), fome e morte fazem parte do modo que esses sujeitos encontraram para governar.

Na verdade, todas essas perversidades constituem seu modo de governo. E não estamos especulando: Basta irmos aos fatos.

E o fato é que aqueles que viveram e vivem sob os regimes desses sujeitos têm seus direitos (e liberdades) violados brutalmente, inclusive o direito à vida.

Um livro que pode ser facilmente acessado na internet, e que revela os dados estarrecedores por detrás dos regimes liderados pelos “heróis” da esquerda, é o essencial “O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão” (1997).

Coordenado por Stéphane Courtois, o livro nos mostra que os regimes de esquerda, desde o século XX, causaram, segundo estimativas modestas, em torno de 100 milhões de mortes.

Sem falar naqueles milhões que, embora vivos, sofreram (muitos ainda sofrem) com fome, trabalhos forçados em campos de concentração, ou de “reeducação”, como os atuais vigentes na China.

Sim, embora nesse momento a grande mídia deliberadamente ignore, juntamente com organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), assim como suas agências subordinadas (como a Organização Mundial da Saúde – OMS), o regime chinês não apenas mantém campos de “reeducação” para reeducar os muçulmanos uigures que vivem na região autônoma de Xinjiang (noroeste da China), mas silencia brutalmente todo aquele que ouse reivindicar sua “liberdade de expressão” (inexistente na China) para questionar as ações do Partido Comunista Chinês e de seu supremo líder vitalício.

Os que ousam, “curiosamente” desaparecem, como ocorreu, por exemplo, com a médica Ai Fen (diretora do departamento de emergência do Hospital Central de Wuhan), a qual ousou dizer, em entrevista à “People” (Dezembro/2019), que uma infecção preocupante estava se espraiando em Wuhan.

Sua fala foi uma ousadia, pois seus superiores já haviam a admoestado a não falar.

Uma dupla de cidadãos chineses (Chen Qiushi e Fang Bin) que documentavam e relatavam os casos de coronavírus conforme eles iam surgindo também, “curiosamente”, desapareceu.

Recentemente um bilionário (Ren Zhiqiang) que ousou criticar Xi Jinping (chamando-o de palhaço) também, “curiosamente”, desapareceu.

O desaparecimento parece ser o destino daqueles que ousam usar da (inexistente) liberdade de expressão na China. E em torno disso vige um quase total silêncio, ainda que a ocultação de informações ditada pelo governo chinês sobre o avanço do coronavírus possa ter causado mais mortes do que as que teríamos caso, desde o início, o governo chinês expusesse o que estava acontecendo.

Algo similar ocorreu, a propósito, noutro regime comunista, o soviético, e isso no longínquo ano de 1986. A tragédia russa da usina de Chernobyl (maior desastre nuclear que já tivemos) teria sido minimizada (e vidas poupadas) se o regime comunista tivesse imediatamente relatado ao seu povo e ao mundo o que havia ocorrido. Como ocultaram o acidente, somente dias após a explosão a segunda maior central nuclear da Suécia, Forsmark, identificou a radioatividade e imediatamente anunciou ao mundo a tragédia. Mas, tal como na China, na Rússia temos algo que é típico de regimes ditatoriais e autoritários: silenciamento, mentira, desinformação e ocultação.

Mas além do “O Livro Negro do Comunismo” é altamente recomendável também a obra “Arquipélago Gulag”, de Alexander Soljenítsin.

Nessas obras somos colocados diante de um fato aterrador: A esquerda, desde o século XX, se tornou uma espécie de “máquina” altamente eficiente em exterminar vidas e direitos humanos.

Frequentemente escutamos relatos sobre o terrível Holocausto (Shoah) e do bárbaro extermínio de aproximadamente seis milhões de judeus no regime do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (também conhecido como Partido Nazista – mas atentem para o “socialista” - Sozialistische). Todavia, tal genocídio, promovido por Hitler, não é comparável ao genocídio dos regimes comunistas.

Perto dos sujeitos citados ao início desse texto Hitler era um amador medíocre.

Estima-se, por exemplo, que até 12 milhões de ucranianos tenham morrido de uma fome imposta por Stalin (no evento denominado Holodomor – o “Holocausto ucraniano”).

E quanto à “grande fome de Mao”, muitas vezes chamada de “Holodomor chinês”? Estima-se que 45 milhões de chineses tenham morrido (entre 1958 e 1962) de fome.

Isso explica, aliás, porque muitos ainda hoje comem morcegos, cobras, cães, sapos, girinos, aranhas, escorpiões, etc, em uma dieta repulsiva e altamente propícia ao surto de doenças (como nesse momento a do coronavírus).

Naqueles anos eles se alimentavam de qualquer coisa para salvar a vida. E aqueles hábitos terríveis ainda estão enraizados em sua cultura, trazendo danos à saúde (como a atual pandemia do coronavírus). Aliás, desses hábitos ainda devem advir outras pandemias.

Mas, se os fatos que encontramos nesses livros não fossem suficientemente aterradores, mais infame ainda é o fato de a mentalidade esquerdista ainda viger mesmo em sociedades democráticas, especialmente em nossas universidades, grande mídia, judiciário, política, etc. Ou seja, nos dias que correm ainda encontramos muitos seguidores dessa ideologia nefasta, os quais contribuem, de alguma forma, para que tais atrocidades sejam não apenas justificadas, mas consideradas algo necessário para que seus propósitos sejam atingidos.

Exemplo disso está em uma entrevista recentemente concedida por um dos ungidos do meio universitário, o qual disse, ao se referir às mortes e ao sofrimento causado nesse momento pelo coronavírus que, “se essa crise tiver como efeito colateral a corrosão, a destruição, a redução a pó dessa direita populista, ela não terá sido totalmente perdida”.

Vejam: temos aqui a ideia segundo a qual qualquer meio justifica o fim. Se mortes, miséria, sofrimento, etc, levarem à destruição da “direita” (especialmente à “destruição do governo Bolsonaro”, como eles mesmo dizem), então há um propósito nessas mortes, miséria e sofrimento. Tudo isso não é em vão.

Assim, cabe perguntar: As aproximadamente 100 milhões de mortes causadas pelos regimes comunistas também “não foram totalmente perdidas”? As mortes de 12 milhões de ucranianos e de 45 milhões de chineses, por fome, não foi de todo uma perda?

Creio que a resposta é clara. Se considerarmos que a esquerda (modernamente apresentada com uma expressão mais, digamos, edulcorada, a saber, “social democracia”) se mantém resoluta em seu apoio e admiração pelos regimes acima mencionados, então eles, se pudessem, usariam do mesmo expediente para impor sua ideologia àqueles considerados “de direita” (especialmente liberais e conservadores).

Mas a pergunta persiste: Como, dentre nós, que vivemos em democracias constitucionais que prezam as liberdades individuais e os direitos humanos, encontramos sujeitos que, embora beneficiários das benesses da civilização humana (dos direitos e liberdades), reverenciam sujeitos e sociedades que negam esses direitos e liberdades a milhões?

Será esse o indício de alguma psicopatologia?

E aqui chegamos a um outro ponto importante para compreendermos o que jaz sob a mentalidade esquerdista (mascarada de “social democracia”), uma vez que alguns estudos corroboram a seguinte tese: A esquerda é inerentemente má, sendo formada sobretudo por sujeitos que sofrem de alguma psicopatologia.

Cito aqui apenas duas obras essenciais, as quais podem ser acessadas na internet em edições traduzidas para o português: “A Mente Esquerdista. As Causas Psicológicas da Loucura Política”, do Dr. Lyle H. Rossiter (psiquiatra que por quatro décadas estuda desordens mentais, tendo acompanhado, como psiquiatra forense, quase 3 mil processos) e “Ponerologia: Psicopatas no Poder” (publicada em 1984), do Dr. Andrew Lobaczewski, o qual, ao longo de décadas, estudou especialmente como os psicopatas intervém na política para nela alcançarem poder.

“Ponerologia”, aliás, foi um termo cunhado pelo Dr. Lobaczewski e significa “o estudo do mal”.

Assim, investigar a esquerda e seu avanço na cultura (política, artes, humanidades, educação, etc) é justamente investigar o avanço do mal.

Precisamos deixar isso claro de largada, pois, do contrário, o mal que a mentalidade esquerdista engendra causará o colapso social, econômico, etc, assim como o rompimento do tecido social moral, o qual assegura as benesses das quais ainda desfrutamos, como, por exemplo, a liberdade.

Segundo o Dr. Lyle H. Rossiter, para o esquerdista, “imerso nos propósitos coletivistas, seres humanos são coisas a serem dominadas; são meros meios para se atingir fins.

Apenas a agenda política realmente importa, e não a experiência consciente do indivíduo que ela domina”.

No presente momento isso pode ser testemunhado pelo uso que a esquerda tem feito da atual pandemia para “destruir o governo Bolsonaro”.

Tratei disso aqui:

Para a esquerda não importa quantas vidas serão perdidas, tampouco quanto sofrimento ocorrerá: Importa apenas sua agenda política.

Daí sua defesa do atual isolamento social e da não recomendação do uso da (hidroxi) cloroquina ou sua associação com azitromicina (HCQ + AZT) em pacientes com COVID-19: Com isso eles lograrão causar o maior dano possível à vida das pessoas, desestabilizando, assim eles esperam, o governo Bolsonaro.

Não se enganem, pois essa é sua agenda: Desestruturar o governo Bolsonaro.

Sobre a obra do Dr. Andrew Lobaczewski, “Ponerologia”, ela nos apresenta décadas de estudos sobre a maldade humana, uma maldade que ele vivenciou durante a ocupação nazista da Polônia e na posterior (pós-guerra) ocupação pela antiga União Soviética.

Com efeito, sob o regime comunista Lobaczewski foi preso e torturado, tendo conseguido publicar sua obra somente ao escapar para o USA nos anos 80.

Em seu estudo o Dr. Lobaczewski nos mostra que há aqueles que sofrem de desordens de personalidade, como narcisismo e psicopatia. Tais indivíduos, segundo ele, têm um desejo incontrolável por poder.

Aqueles que sofrem de narcisismo carecem de total atenção, sendo que eles se sentem superiores aos demais, o que lhes dá (segundo eles mesmos) o direito de dominar os outros.

Sua falta de empatia faz com que eles reifiquem as pessoas, as usando, tal como agora ocorre no contexto da pandemia: Pouco importa que já tenhamos, no Brasil, quase 10 milhões de desempregados e muitos outros milhões sofrendo com a estagnação da vida econômica: O que importa é o caos que esse isolamento causa.

Os psicopatas assemelham-se aos narcisistas, mas, diferentemente desses, não tentam parecer “bonzinhos” ou moralmente superiores.

Mas o ponto é que líderes psicopatas atraem para seu entorno outros desajustados que buscam, de alguma forma, o poder.

Não se trata de “amizade”, pois esse tipo de relação (a amizade) não existe para eles. Além disso, eles representam uma ameaça constante à democracia, uma vez que uma democracia oferece a oportunidade de outras vozes se expressarem.

Lembrem-se dos exemplos que citei, sobre o que ocorre na China. Mas vejam o que ocorre também na grande mídia e em nossas universidades, mesmo aqui no Brasil.

Tais instituições foram usurpadas por narcisistas e psicopatas, os quais tentam calar toda voz discordante. Isso é colocado de forma muito interessante em outro livro, “Mentes desajustadas: Como personalidades perigosas estão destruindo a democracia”, de Ian Hughes.

Segundo Hughes, um dos propósitos centrais da democracia é proteger a maioria de uma minoria patológica (aqui poder-se-ia citar os “coletivos”, bem como as ditas “minorias”).

Isso, segundo ele, fica claro na ‘Bill of Rights’, na ‘Constituição estadunidense’, etc.

A ideia sempre foi limitar o poder de sujeitos patológicos.

A ideia mesma de pesos e contrapesos teria esse propósito, separando claramente (como bem delineado por Alexis de Tocqueville) os três poderes (executivo, legislativo e judiciário).

Líderes patológicos odeiam essa separação, de tal forma que não surpreende vermos o judiciário e o legislativo invadindo a esfera executiva, por exemplo.

As recentes tentativas de censurar as redes sociais, limitar mensagens por WhatsApp, os ataques a jornais como o JCO, etc, nos mostram o ódio pela democracia.

Aliás, atacar a liberdade de imprensa é uma das primeiras ações de líderes com alguma psicopatia: Hitler fez isso assim que ascendeu ao poder, assim como Putin e os líderes chineses seguem fazendo.

Aqui no Brasil o criminoso Lula não falou que se elegeria novamente e faria a “regulação da mídia”?

Isso é o que a esquerda tem feito em total acordo, daí seu ódio às redes sociais e aos espaços midiáticos abertos a ideias plurais.

Por essa razão louvam a China, bem como sua deidade Lula (ainda que ele fale em “regular” a mídia – estabelecer censura).

O mal que a esquerda fez ao longo do século XX sobreviveu a ela e hoje está se alastrando pelas nossas universidades, meio artístico, grande mídia, Igrejas ..... e ao fazer metástase na sociedade civil esse mal causa fome, morte, miséria e desespero.

Devemos reconhecer o seguinte: Colocarmo-nos contra a esquerda nessas instituições é a única forma de estancarmos o mal e fazermos a extirpação desse câncer que segue fazendo metástase e destruindo o salus populi.

Carlos Adriano Ferraz. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). Atualmente é professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, no qual orienta dissertações e teses com foco em ética, filosofia política e filosofia do direito. Também é membro do movimento Docentes pela Liberdade (DPL), sendo atualmente Diretor do DPL/RS.

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