A desestruturação das castas oligarcas: Uma semana de grandes avanços…

Como se estivéssemos descascando uma cebola, temos que avançar para desmanchar e retirar o poder de mando das oligarquias medievais de uma imensa minoria que se apoderou do Estado brasileiro. Etapa por etapa.

É um processo longo, trabalhoso, cansativo e demorado. Que não começou nos tempos de agora. Mas que agora se faz notar.

É como um movimento que os grandes cientistas sociais chamam de "stop and go". Ou seja: vai e pára. Ou pára e anda. Assim como as ondas do mar que vão e vem…

Primeiro foi preciso tirar do poder a esquerda. O centro do tumor. Mas ficaram as metástases da malignidade. Agora, estamos em outra camada que precisa ser enfrentada. As raízes do mal incrustadas nas estruturas do Estado.

E, mesmo nas catástrofes, temos que saber reconhecer e aproveitar as oportunidades.

Nesta semana tivemos grandes avanços. Primeiro foi a extirpação do ministro infiltrado, garoto de recado da aristocracia medieval que foi primeiro isolado, depois mandado embora.

Ato seguinte, foi o corajoso enfrentamento do Presidente da República ao presidente da Câmara dos Deputados, o frágil e desacreditado Rodrigo Maia, que é um guapeca que late mas não tem dentes. Menino mimado.

E nesta sexta-feira (17), veio a confirmação de que estamos avançando na guerra em defesa do Brasil que queremos.

Sensível ao clamor popular o STF finalmente curvou-se e retirou os Sindicatos do meio das relações trabalhistas para salvaguardar os empregos que precisarão ser negociados em decorrência da pandemia do CORONAVÍRUS para salvar empresas e postos de trabalho.

Parece um avanço pequeno. Mas não é! Olhemos para trás. Vejamos o quanto já avançamos.

E seguimos em busca do Brasil ideal.

Ou o STF caía na real ou corria o risco de ser varrido pela massa afetada pelas circunstâncias.

A verdade é que a minoria que controla o Estado brasileiro não tem força, não é legítima. Está exposta e reconhecida.

Por mais que a Rede Globo queira isolar Bolsonaro, a cada dia ele se revela mais coerente. E sua coerência se transforma em força. E sua força se faz sentir.

Ninguém quer uma ruptura institucional. Mas se a barra for forçada, ninguém em sã consciência pode prever o que pode acontecer.

A elite que aparelhou o Estado brasileiro está sentindo que é melhor entregar os anéis do que perder os dedos.

Em estratégia, todo avanço é notável. Apesar de muitos não entenderem a conjuntura, estamos avançando.

E haveremos de isolar a catrefa.

Um passo a mais foi dado em defesa da pátria.

A democracia exige paciência. Temos que tê-la. Mas sem concessões.

Luiz Carlos Nemetz

Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista.
@LCNemetz

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