Enquanto fechamos os olhos, Doria patrocina lives de artistas milionários e Witzel estende o “estado de calamidade” até setembro

Durante o regime nazista, a própria população denunciava seus vizinhos a Gestapo.

Não era uma traição com àqueles que, por tantos anos, viveram na porta ao lado. Era uma forma de “orgulhosamente” ajudar o país. Afinal, judeus, gays, reacionários ou subversivos eram “pragas”, que infectavam o país.

A própria polícia secreta, também, se infiltrava nas fábricas e comércios, para conhecer àqueles que ameaçavam insuflar qualquer revolta; que não se curvavam ao Führer.

Hoje, vemos cidadãos, orgulhosos, denunciando o vizinho que está fazendo um churrasco com a família; que está abrindo o seu comércio, mesmo que sem funcionários.

Assisti, há pouco, jornalistas andando pela São Paulo vazia, denunciando àqueles que já se cansaram da histeria dos governadores.

Qualquer grupo é chamado de “aglomeração” e, de pronto, tratado como um risco à ordem pública.

Enquanto isso, com todos trancados em suas casas, Dória gasta 1 milhão de reais para patrocinar lives de artistas milionários; Witzel assina um decreto estendendo o estado de calamidade até SETEMBRO, com veto no artigo que criava um comitê para fiscalizar os gastos no “combate à pandemia” (tudo sem licitação).

Guiados pelo pânico, estamos fechando os olhos para todos os absurdos cometidos ou, pior, estamos COLABORANDO para o cerceamento das nossas liberdades.

Hoje o “inimigo” é o vizinho. E amanhã, quando os “inimigos” formos nós mesmos?

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada." (BURKE, Edmund)

Felipe Fiamenghi

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