"Ciência, ciência, ciência", o novo refúgio dos canalhas (veja o vídeo)

Para recuar nas desastrosas medidas de quarentena, políticos se escondem atrás da ciência

O governador de São Paulo, João Dória, anunciou um tardio e cínico plano de reabertura do comércio. Durante a coletiva, a equipe garantiu que tudo será feito com base "na ciência". Os membros da equipe repetiram isso tantas vezes que deu para levantar desconfiança até nos menos desconfiados.

Desde que começou a crise do coronavírus, muito tem se falado em ciência para justificar as medidas restritivas, autoritárias e totalitárias, mas pouco tem sido mostrado e, principalmente, pouco se tem discutido. Pelo contrário, as ações tem sido no sentido da censurar quem discorda das 'autoridades'.

Acontece que ciência não se faz de verdades inquestionáveis, mas sim com confrontação de dados e de teses. Onde estão as discussões sérias e transparentes sobre as teses contrárias à quarentena? Por que ninguém discute os argumentos presentados pelo Dr. Osmar Terra, que foi secretário de Saúde no Rio Grande do Sul por oito anos e enfrentou três epidemias? Por que ninguém discute os argumentos do Dr. Anthony Wong, que afirma que a quarentena apenas vai jogar o pico da contaminação para o inverno e nos causar um problema ainda maior?

Falar que a reabertura do comércio será feita com base na ciência é só uma forma de não assumir a responsabilidade da desgraça que foi imposta à população ao confinar 44 milhões de pessoas, que é a população do Estado de São Paulo. Afinal, a crise econômica já foi gerada, está a caminho, e seus causadores, pode apostar, caro leito, continuarão se escondendo atrás da "ciência".

Não se engane: a "ciência, ciência, ciência" se tornou o mais novo e repaginado refúgio dos canalhas.

Confira:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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