Absurdo! Puccinelli, Dobashi e Dorsa escapam de denúncia da ‘Máfia do Câncer’

A ‘Máfia do Câncer’ que agia em Campo Grande (MS), e que veio a público após uma reportagem do programa ‘Fantástico’, da Rede Globo, em 05 de maio de 2013, tinha participação efetiva de inúmeras pessoas que não foram denunciadas pelo Ministério Público Federal.


Médicos e empresas ligadas ao esquema transformaram esta terrível doença numa verdadeira fonte de enriquecimento ilícito. Médicos, que na teoria se formam para salvar vidas, utilizavam-se do sofrimento de pessoas doentes, do sofrimento de famílias com a perda de um ente querido, para faturar, ganhar dinheiro.

Por trás da máfia que se enriquecia no hospital do câncer, existia a proteção e a parceria do então governador do estado, André Puccinelli.

Gravações realizadas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, flagraram a então secretária de saúde, a médica Beatriz Figueiredo Dobashi, numa conversa com o diretor do Hospital Regional de MS, o médico Ronaldo Queiróz, onde a dupla arquitetava uma estratégia para beneficiar empresas,

em detrimento dos hospitais públicos de Mato Grosso do Sul, dificultando a doação de aparelhos que seriam utilizados no combate ao câncer. Uma atitude vil, pecaminosa e criminosa, onde os dois médicos, Beatriz e Ronaldo, entre risos, organizavam a operação.

Em outro flagrante da Polícia Federal, o médico Ronaldo Queiróz aparece explicando, didaticamente, para outro médico, José Carlos Dorsa, então diretor do HU, todas as ordens que havia recebido de ‘Bia’ (Beatriz Dobashi).

Outras provas contundentes existem e não deixam dúvidas de que o esquema contava com o apoio e a parceria da máquina do governo do estado e da secretaria de saúde.

Infelizmente e lamentavelmente, a denúncia oferecida pelo MPF atingiu apenas o ‘grupinho’ que administrava o hospital do câncer, ou seja, os ex-diretores do hospital, Adalberto Abrão Siufi e Issamir Farias Saffar; Luiz Felipe Terrazas Mendes e Blener Zan, respectivamente ex-diretor-presidente e ex-presidente da Fundação Carmen Prudente (mantenedora do Hospital do Câncer), Betina Moraes Siufi Hilgert, ex-administradora, e Adalberto Chimenes, ex-funcionário do HC.

A denúncia do MPF precisa ser aditada, pois nenhum dos membros da organização criminosa merece ficar impune. É o anseio da sociedade.

da Redação

Veja o vídeo com a reportagem exibida pelo Fantástico em 2013:

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