Deputado que conversou com Moro momentos antes da demissão, dá a sua versão (veja o vídeo)

O Brasil foi pego de surpreso com a saída de Sergio Moro do governo. Nossa repórter Camila Xavier entrevistou o deputado Daniel Silveira, que conversou com Moro antes do pedido de demissão. Confira alguns destaques da entrevista:

“Sempre defendi o trabalho de Sergio Moro quando o ministério apresentava pautas positivas, eu ia lá e defendia nas redes sociais. Contudo, o caráter dele se mostrou muito cristalino quando ele atacou o presidente Bolsonaro, de forma deliberada e inócua, parecia que ele queria simplesmente se lançar a candidato à presidência.”

“Moro parecia mais um garoto mimado [sobre o vazamento de conversas no Jornal Nacional]. Na minha opinião, as conversas não tinham nada demais. O que tinha ali eram ilações, ele gerou uma narrativa. Moro, se é contra a corrupção como ele tanto diz, quando ele assumiu a pasta ministerial, por que não trocou nomes de confiança de Luiz Inácio Lula da Silva? Desde 2007 são as mesmas pessoas que ocupam a cadeira, indicados pelo PT, Lula, Dilma, governos comunistas que têm ligações diretas com Hezbollah, PCC, Comando Vermelho, Foro de São Paulo... O que o presidente Bolsonaro fez foi tentar desaparelhar a diretoria da Polícia Federal.”

A atitude de Moro veio na sequência das denúncias de Roberto Jefferson. E do deputado Otoni de Paula, que em entrevista à TV Jornal da Cidade Online afirmou que os corruptos querem o impeachment do presidente Bolsonaro ainda este ano, veja no link:

"Foi lamentável ver Moro no Jornal Nacional, vazando conversas que não diziam nada. Inclusive conversas com a deputada Carla Zambelli, de quem ele é padrinho de casamento. Se refugiar na Globo para atacar quem o alçou ao ministério, colocam em xeque, sim, o caráter do ex-ministro. Trocar o povo que o idolatrava para defender Mauricio Valeixo, ex-diretor da Polícia Federal, e o ministro Alexandre de Moraes, decepção pouca é bobagem."

"Quem sabe, agora com a saída de Moro, o próximo Ministro da Justiça, assim como o atual Ministro da Saúde, Nelson Teich, possam nos defender de atos ilegais e inconstitucionais de prefeitos e governadores? Quem sabe agora o povo descobre quem mandou matar o presidente Bolsonaro?"

Veja o vídeo com a entrevista completa:

da Redação

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