A saída de Moro não significa a volta do “diálogo cabuloso” com bandidos

É evidente que a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública pegou a todos de surpresa.

Analisando ambos os discursos, tanto de Moro, quanto o do presidente Jair Bolsonaro, é perceptível que muitos assuntos ficaram nas ‘entrelinhas’. De fato.

Entretanto, o atual momento não nos permite ficar lamentando, ou tentar ver quem está certo ou errado nessa história. Houve erros e acertos de ambos os lados. O Brasil está passando (e vai passar) por esta pandemia causada pelo vírus chinês e agora esta é a prioridade número um.

Em meio a grande confusão que o coronavírus está causando, existem muitos pontos em abertos, e a maioria da população teme o dia de amanhã, seja por decisões autoritárias de governadores extremistas ou também pelas liberações inexplicáveis do Judiciário, que estão concedendo liberdade a criminosos usando o argumento de que os mesmos pertencem ao ‘grupo de risco’.

Nas últimas duas semanas pudemos observar que tais decisões não podem seguir adiante, pois, dois líderes do PCC (do PR e MS) foram beneficiados com a liberação e poucas horas mais tarde arrancaram as suas tornozeleiras e fugiram, juntando-se novamente a facção, e fortalecendo ainda mais o tráfico, roubos, assassinatos entre outros crimes bárbaros.

Em abril de 2019, a Polícia Federal interceptou a conversa telefônica entre entre dois membros da mesma facção, os criminosos afirmaram temer a presença do ex-juiz da Lava Jato no governo, pois - segundo alegam - com o PT havia um “diálogo cabuloso”.

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. […] Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê? ‘Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não’. Esse Moro aí, esse cara é um filha da puta, mano. Ele veio pra atrasar. Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversando a caminhada aqui pelo telefone, mano”, disse um membro de PCC na ligação interceptada pela PF.

Realmente, Sérgio Moro fez com que muitos bandidos pensassem duas vezes, mas é importante relembrar que quem iniciou com o projeto para acabar com os 'luxos' dos criminosos foi o próprio Jair Bolsonaro.

Muito antes de iniciar sua campanha presidencial, Bolsonaro já demonstrava discursos onde reiterava a sua indignação com o tratamento privilegiado que era oferecido a marginais.

Com a sua oficialização como candidato à presidência, Bolsonaro reforçou ainda mais que uma de suas lutas, seria contra a ‘bandidagem’.

O povo não deve temer a saída do ex-ministro, que - sem a menor dúvida - seguirá com o seu caminho.

Agora é hora de dar as mãos e nos unirmos como nunca para atravessar os problemas causados pelo vírus chinês.

da Redação

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