"Estou com pena dos meus vizinhos petistas"

Na sexta-feira (24) gritaram tanto, bateram tanta panela, engoliram o pouco orgulho que já nem tinham pra berrar em favor do Sérgio Moro e... nada!

O mundialmente conhecido juiz Moro, o novo Giovanni Falcone, o símbolo do combate à corrupção, o homem que, pior que condenar Lula, o fez tomar vaia de uma plateia esquerdista em Paris, abandonou o barco do governo insinuando que Bolsonaro estava obliterando o trabalho da PF numa coletiva à imprensa.

Mais! Printou mensagens privadas e as levou para exibir no Jornal Nacional e... nada!

Ao susto inicial seguiu-se não a vaia, não a debandada, não a perda do apoio popular que esperavam para poder desencadear o golpe contra o Presidente, mas reações indignadas contra o cinismo, a ingratidão e a trairagem do ex-ministro e seguidas trendings toppings de apoio a Bolsonaro.

Sob tios do pavê e tias do zap compartilhando textos enfurecidos, jovens criando sticks hilários, vapor waves fazendo memes sulfúricos, o parquinho cibernético incendiou-se em lealdade conservadora.

Moro, o gigante Moro, era agora o Titanic, e Bolsonaro um iceberg de quem até então só tinham percebido a ponta.

O establishment queimou sua última cartada, perdeu seu x-9, arrancou o disfarce da isentosfera, e tudo o que conseguiu foi unir o povo em torno do Mito ora esfaqueado pelas costas.

Pior, a liberação do cargo de ministro da justiça para alguém que ao invés de emperrar investigações, pode fazê-las andar.

Hoje não houve bateção de panelas.

Os vizinhos devem estar a usá-las como consolo. Se é que vocês me entendem.

(Texto de Paula Felix)

da Redação

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