Denúncia: Mãe chora pelo filho morto e acusa Witzel de negligência (veja o vídeo)

Em depoimento emocionante, Regina Evaristo, mãe de Alan Patrick do Espírito Santo, chora a morte do filho, vítima de COVID-19. Ele tinha 38 anos de idade e era técnico de enfermagem no Hospital Estadual Carlos Chagas, no Rio de Janeiro. Regina revela que o filho reclamava da falta de equipamentos de proteção no hospital: “Minha mãe, nós estamos entregues à própria sorte”, dizia Alan para Regina. Confira alguns destaques da entrevista:

“Preservar vida não é trancar todo mundo dentro de casa e nem dentro de emergência de hospital sem equipamento – isso é assassinato!”

“Ele me dizia: ‘Minha mãe, tente ver o que está acontecendo. O governo estadual exigiu recursos do governo federal, do presidente Bolsonaro. O presidente mandou os recursos, e nós, que estamos na linha de frente...’. Ele trabalhava na emergência, às vezes ele ficava 12 horas, 24 horas, às vezes 48 horas no hospital, com uma máscara cirúrgica. Eu queria fazer uma pergunta: se governo federal mandou os recursos exigidos, eu queria saber do governador Witzel, onde está esse dinheiro? Agora já sei, superfaturado. Meu filho morreu por negligência. O dinheiro chegou, mas a máscara não.”

“O atestado de óbito não veio com COVID-19. Saiu insuficiência, problema renal... Quando chegou o momento de fazer pagamento de pensão por morte para minha nora e minha neta, a certidão veio sem COVID-19... [Foi publicado um decreto, que garante a pensão por morte para servidores e militares vítimas de COVID-19]”.

“Não estou chorando só pelo meu filho. Estou chorando por aqueles que estão lá e também serão enterrados.”

Confira abaixo a entrevista:

da Redação

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