STF torna público inquérito contra Renan e horas depois volta a decretar sigilo. Muito estranho...

A força e o poder de reação do senador Renan Calheiros é algo indescritível, sobrenatural.
Em 2007, prestes a ter o mandato cassado, negociou sua renúncia da presidência do senado e evitou a cassação. Depois, disputou a reeleição em Alagoas, reelegeu-se senador e hoje novamente preside a casa.
Todavia, aquele inquérito que em 2007 foi o grande transtorno de sua maquiavélica carreira parlamentar, mantido em segredo de justiça até a semana passada, teve o sigilo quebrado pelo relator, o ministro Edson Fachin.
Entretanto, menos de 24 horas depois de tornar público o inquérito que investiga Renan Calheiros, envolvendo a ex-amante dele, a jornalista Mônica Veloso, o próprio ministro Fachin voltou a decretar sigilo. Uma rápida e estranha mudança de opinião do magistrado.
De qualquer forma, a denúncia contra o peemedebista já foi liberada para ser julgada no plenário do Supremo. Se for aceita, Renan passará a responder ao processo como réu.
Ainda não há uma previsão para quando deve acontecer o julgamento.
Estranhamente, também, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que não iria se pronunciar sobre o restabelecimento da condição de sigilo do processo. 
O inquérito no STF investiga o pagamento de pensão alimentícia a Mônica por Cláudio Gontijo, lobista da empresa Mendes Júnior, em troca de emendas do senador que beneficiavam a empreiteira.
Na denúncia, oferecida ao Supremo em 2013, a Procuradoria-Geral da República acusa o presidente do Senado de uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato.
Os documentos do processo, que ficaram disponíveis nessa quinta no sistema do STF, mostram que Renan não tinha recursos para bancar a pensão para a jornalista, com quem ele teve uma filha fora do casamento.
da Redação

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