Flexibilização do isolamento: Até quando podemos esperar?

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Se o objetivo é salvar vidas está na hora de repensar a estratégia de isolamento horizontal para combater a pandemia.

Ao final do isolamento social centenas de milhares de empresas brasileiras terão fechado as portas e milhões de nossos compatriotas terão perdido os empregos e a renda. Os índices de enfarto, suicídio, doenças ligadas ao estresse e violência vão subir.

Quanto?

Não sabemos.

Tudo o que sabemos é que muitos morrerão.

Há algumas questões que precisam ser consideradas, nesse momento:

1. Por razões não totalmente compreendidas, o Brasil tem uma taxa de mortos, por milhão de habitantes, muito menor que a de outros países.
2. O Brasil ainda não é um país rico. Grande parte de nossa população não tem reservas que permitam ficar meses sem trabalhar.
3. A ajuda emergencial do governo é muito bem-vinda, mas não será suficiente para impedir totalmente dificuldades de renda, alimentação, saúde e segurança para parte da população.
4. Se não flexibilizarmos o isolamento, para retomada gradual da atividade econômica, podemos ter um número total de mortos muito maior causado pela recessão, decorrente do isolamento, do que pelo vírus.
5. Uma visão mais sistêmica e multidisciplinar da crise talvez leve e melhores decisões.

Até quando podemos esperar?

Acredito, que esteja na hora de repensar as políticas adotadas, até agora, e gradualmente, com os devidos cuidados, retomar a atividade econômica.

Foto de Alan Sant’Anna

Alan Sant’Anna

Alan Sant’Anna é palestrante, consultor e escritor. Através de sua empresa CONEXÃO CONSULTORIA EMPRESARIAL já realizou mais de 1.850 palestras e cursos em 90 cidades brasileiras e mais de 100.000 pessoas participaram de seus treinamentos. Alan Sant’Anna é também colaborador de jornais e revistas com mais de 63 artigos publicados e autor de quatro livros: A Equação do Sucesso, Disciplina o Caminho da Vitória, Equilíbrio para uma Vida Melhor e Tempo e Sucesso.

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