A Pátria e os símbolos nacionais aviltados - Pode isso? (Veja o vídeo)

Não à toa, que somos o país dos contrastes, das inversões de valores, que apontam para o agravamento das mazelas sociais e econômicas graves que oprimem e retiram o direito à cidadania plena da população brasileira.
O vídeo acima foi feito por alunos da Escola Senador Humberto Lucena, em Cacimba de Dentro, interior da Paraíba, e tem gerado polêmica nas redes sociais. Durante a abertura de um evento cultural da instituição, a turma fez uma coreografia de funk. O detalhe é que a parte instrumental da música era composta pelo Hino Nacional Brasileiro.
Enquanto a indecência, a imoralidade, a falta de decoro, a impunidade forem toleradas, estaremos sujeitos à queda e a vergonha. 
A problemática do certo e/ou errado passa por todos os campos do conhecimento, desde o processo de sobrevivência natural até a necessidade religiosa que mexe com os sentimentos de quem procura se encontrar no contexto universal; para um direcionamento correto do que seja verdadeiro ou enganoso para a vida humana.
O relativismo é uma postura de interpretação da realidade que sugere que tudo deve ser encarado segundo o conceito da relatividade, ou seja, a percepção de determinado fenômeno está condicionada à realidade do interlocutor, e não poderia, portanto, ser tomada como uma conclusão válida no plano geral, e sim apenas no plano particular. 
Em outras palavras, a verdade no relativismo é aquilo que eu percebo como verdade, independentemente da opinião alheia ou das conclusões obtidas pelos outros.
O que é verdade para mim pode não ser verdade para o outro, mas isso não importa. E, assim como eu não pretendo impor meu conceito de verdade a ninguém, também não aceito que ninguém me apresente ou imponha outra interpretação da verdade.
O ser humano ao mesmo tempo em que é herdeiro, é criador de cultura, e a vida moral irá se configurar quando, diante da moral constituída, ele for capaz de propor a moral constituinte, aquela que se realiza a cada experiência vivida.
Nessa perspectiva, a vida moral se funda em uma ambiguidade fundamental, justamente a que determina o seu caráter histórico. 
Toda moral está situada no tempo e reflete o mundo em que nossa liberdade se acha situada.
Diante do passado que condiciona nossos atos, podemos nos colocar a distância para reassumi-lo ou recusá-lo.
A historicidade humana não se expressa pela mera continuidade no tempo, mas se funda na consciência ativa do futuro, que torna possível a criação originar por meio de um projeto de ação que tudo muda.
As nossas ações elas decidem o presente e o futuro, isto depende daquilo que semeamos ao longo da nossa vida. Diante das justificativas de cada um acerca da sua pretensa liberdade, nunca é demais lembrar que não há maneira certa de se fazer o errado, e isto não depende das minhas escolhas, mas de suas consequências sobre o que faço ou deixo de fazer.
Não são de hoje as polêmicas sobre a forma como este símbolo nacional é tratado ou maltratado, e já tivemos inclusive, no passado, casos de condenação, como o de um jovem que em 2004 queimou uma bandeira numa manifestação antitouradas.
Lamentável que a nossa juventude esteja condicionada a um espetáculo de total desrespeito ao Hino Nacional Brasileiro, de forma irresponsável, seria necessário, saber quem "patrocinou" este ato de insulto ao país. Não há razões para aplaudir uma coreografia que banaliza os símbolos pátrios.
Se esta geração não concorda, vai continuar sendo, o exemplo ruim, que desrespeita, desacata que de maneira leviana, ofende de forma direta aos valores de uma nação, de um povo.
Para uma melhor compreensão, acerca dos Símbolos Nacionais, diríamos que, eles estão previstos na Lei 5.700, de 1971, que no seu artigo 1º classifica-os em quatro espécies: a Bandeira, o Hino, as Armas da República e o Selo. A Bandeira Nacional foi criada pelo Decreto 4, de 19 de novembro de 1989. Nela figuram os 26 estados da Federação e o Distrito Federal, cada um representado por uma estrela.
As palavras Ordem e Progresso foram colocadas em razão da força do Positivismo de Augusto Comte à época e por insistência de Benjamin Constant. Estas palavras devem ser colocadas na bandeira em letras verdes sobre um fundo branco, obedecendo sempre aos requisitos previstos nos artigos 4º e 5º da Lei 5.700/71.
Gostaria que as escolas voltassem a ensinar nossos hinos, são símbolos da Pátria e lindos. Fico perplexo ao ver perfilado atletas ouvindo o Hino e “se percebe”, não sabem cantar. Em casos patrióticos, nosso País tem que tomar jeito. Por que muitos brasileiros não sabem cantar o Hino Nacional Brasileiro?
Por que não usamos uma versão impressa, slide, data show, da letra do Hino Nacional para que os que se dispõem a cantá-lo tenham uma chance de não degradar nosso símbolo nacional?
O Hino Nacional Brasileiro só tem uma versão. Esta, de cantores que não sabem a música, que não sabem nem a letra, só apareceu para imitar os americanos. O Hino, assim como a bandeira, não pode ser vulgarizado.
Pio Barbosa

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Pio Barbosa Neto

Articulista. Consultor legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará

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