Ativismo judicial põe a República em risco (veja o vídeo)

A bomba de Moro é de um estalo de salão.

Tenho respeito ao ex-Juiz Sérgio Moro. Ele foi um bom magistrado, a quem o Brasil deve muito. Como ministro, foi razoável para ruim.

Tudo bem, ninguém pode ser bom em tudo.

Sua saída criou uma crise grave, num momento de muita dificuldades.

Num primeiro momento, parecia estar tendo uma atitude republicana. Mas não foi bem assim. Encenou um "gran finale" parecendo cena de uma ópera bufa.

Os que babam para pegar Bolsonaro, sibilaram o guiso da cola aprontando o bote.

Moro fez acusações contra o Presidente. Na hora das provas, todo mundo esperando que viesse um míssil "exocet" no baço do Governo.

O que veio foi um inocente "peido de velho".

Agora, a bem da verdade ortodoxa, a porca torce o rabo.

Quem acusa e não prova, comete crime calúnia, injúria ou difamação.

Li o depoimento de Moro com cuidado. Já é um libelo auto defensivo. Já viu a bobagem que fez.

Em que pese isso, Celso Mello, o prolixo, busca dirigir o Inquérito aberto junto ao STF para ver se arranja algo para tentar envolver Bolsonaro.

Vão dar com as tropas n'água. Mais uma vez. E vão levar juntos para os anais da vergonha da história a indecente liminar proferida por outro ministro guarda corpo, o tal de Alexandre de Morais, que além de ser uma nítida afronta abusiva à Constituição, parte para rachar um fundamento do Direito Penal Brasileiro, tendo como consumado (por presunção ilógica) um crime que não existe e não está previsto em lei.

Moro, Mello e Moraes deveriam entender de Direito Penal e Constitucional.

Escreveram livros e construíram teses.

Pobres daqueles que estudaram pelas suas cartilhas.

É a paixão cegando a justiça. E vice-versa.

Assista ao vídeo:

Luiz Carlos Nemetz

Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista.
@LCNemetz

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